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Ouro Fino cresce 25% em 2006

Publicado em 15 fevereiro 2007

A Ouro Fino Saúde Animal fechou o ano de 2006 com crescimento de 25% em seu faturamento. É um resultado que supera em muito a média anunciada pelo setor que, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), foi de 7%. A Ouro Fino ocupa a 8ª posição no ranking brasileiro das empresas do segmento e é uma das que mais emprega, com 650 colaboradores em seu quadro.

Aliado ao bom desempenho comercial, a Ouro Fino investiu no desenvolvimento pessoal dos colaboradores, o que a colocou com uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no país, pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o Guia Exame. A empresa também se preparou para 2007 com o desenvolvimento de novos produtos e projetos para diversificar sua atuação no setor de saúde animal. A expectativa é crescer 35% no ano. De acordo com o vice-presidente do grupo, Jardel Massari, o crescimento é fator fundamental para abertura de novos postos de trabalhos e investimentos em novos negócios.

O diretor comercial, Carlos Henrique Henrique, destaca o lançamento de produtos para grandes animais em 2006, que possibilitou a Ouro Fino a enfrentar a crise do setor de agronegócio no ano passado e ainda alavancar as vendas no último trimestre. "Dois produtos importantes do nosso catálogo foram lançados no segundo semestre de 2006, o Master LP 1000 ml e o Cypermil Pour On 20 litros, que contribuíram para o crescimento de 20% das vendas da Ouro Fino Saúde Animal e devem conquistar mais espaço no mercado em 2007", afirma o diretor. A projeção é crescer 21% no segmento de grandes animais.

O ano também foi ótimo para a Genética Animal. A consagração foi com o primeiro lugar no Ranking Fêmea Jovem da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

Novos negócios

Em 2007 o grupo Ouro Fino irá expandir seus negócios em pelo menos duas áreas distintas no setor de saúde animal — a produção e comercialização de vacinas e hormônios.

As vacinas serão desenvolvidas no "Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Imunobiológicos Veterinários", inaugurado em 2006, no Instituto Butantan, e serão produzidas e comercializadas pela Ouro Fino. Importante passo dado pela empresa, o centro é a primeira PPP (parceria público-privada) no setor de indústria de medicamentos veterinários, com o apoio da Fapesp e Finep.

O projeto de construção da fábrica de vacina contra febre aftosa foi aprovado pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) no ano passado e as obras acabaram de ser iniciadas na unidade de Cravinhos.

A previsão para comercialização dos primeiros lotes da vacina contra febre aftosa é em 2008.

A expectativa da Ouro Fino é lançar no mercado, até meados de 2007, cinco vacinas e soros, dando início a sua nova linha de biológicos e entrando neste segmento veterinário, que representa 34% do total do mercado de saúde animal, informa o diretor do departamento de biológicos, Fausto Terra.

Outra novidade é a conclusão da fábrica de hormônios para eqüinos e bovinos, que passa a funcionar em março de 2007. A Ouro Fino contará com uma linha completa de produtos para melhorar e estimular a performance reprodutiva de rebanhos. A fábrica é totalmente independente das outras áreas produtivas da empresa e segue padrões de qualificação e certificação internacionais, sendo a única do país com tecnologia de ponta e totalmente segregada de outras linhas de produções. A Ouro Fino aposta na utilização da nova unidade de produção para prestar serviços terceirizados para outras grandes indústrias do setor.

Mercado externo

Segundo o diretor de comércio exterior, José Adolfo Trevelin, as exportações da Ouro Fino Animal Health cresceram 50% em 2006. Ele destaca a consolidação de investimentos feitos em diversos países das Américas Latina e Central, que agora começam a dar bons resultados, como o aumento efetivo de participação de mercado. Alguns exemplos são Colômbia, Venezuela, toda a América Central e o México, onde os produtos da Ouro Fino conquistaram mais espaço. A expectativa é crescer 40% em 2007.

"O que fica muito claro é que o lançamento mundial de novos produtos alavanca outras linhas do nosso portifólio; a marca Ouro Fino já é muito forte no exterior", comenta Trevelin. Segundo ele, quando a empresa lança um novo produto, os mercados associam rapidamente ao nome do grupo. Um exemplo é o ótimo resultado com a exportação das sementes pela AgroSciences, que saltou de 4% em 2005 para 8% em 2006 do volume em quilogramas das sementes comercializadas pelo Brasil. As sementes da Ouro Fino foram vendidas para quase todos os países da América Latina em 2006.

Nova política comercial

Para ampliar a atuação da Ouro Fino Cuidados Domésticos, a diretoria implantou uma nova política comercial, passou a trabalhar com equipe própria, substituindo o sistema de distribuidores que funcionou até agosto de 2006. Os representantes já atuam em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo e devem entrar no mercado mineiro em 2007. A atuação em Minas Gerais consolidará as vendas para o Sudeste, que é o foco da unidade. Para aumentar ainda mais as vendas de varejo, a Ouro Fino Cuidados Domésticos lançará oito novos produtos no primeiro semestre de 2007. "O nosso grande desafio neste ano é tornar nossos produtos ainda mais competitivos no mercado, para isso estamos fazendo criteriosa reavaliação de todos os custos, das embalagens, industrialização e matéria-prima. O resultado de todo este esforço é oferecer aos clientes, produtos com a qualidade Ouro Fino com o menor custo possível, oferecendo ainda uma linha de produtos com forte apelo de consumo", diz o diretor comercial da Cuidados Domésticos, Silas Henrique.

Investimentos em pessoas

Em 2006, dois programas foram implantados e já deram resultados. O Plano de Participação de Metas e Resultados premiou todos os colaboradores ao final do ano com um salário a mais, além do décimo terceiro. A empresa também estabeleceu junto com o plano uma meta para redução de despesas fixas, que foi atingida, gerando economia de 3% em gastos. O Plano de Cargos e Salários também passou a ser aplicado para a totalidade dos funcionários. Um dos exemplos é a possibilidade que todos da empresa têm de se candidatar para bolsas de estudo.

As ações têm gerado resultados, em 2006, pelo segundo ano consecutivo, a Ouro Fino foi classificada como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, de acordo com o Guia Exame-Você SA, a mais tradicional e reconhecida avaliação sobre ambiente de trabalho, práticas e políticas de recursos humanos do país. A Ouro Fino também está entre as 50 melhores empresas para as mulheres trabalharem.

O gerente de recursos humanos, Ruben Guimarães, avalia que em 2007 o investimento em desenvolvimento de pessoas continuará como foco da empresa. "Vamos investir sempre e mais nas pessoas que estão conosco, para que tenham cada vez mais qualidade em suas funções", explica.