Notícia

Vitruvius

Os espaços da Arte Contemporânea, colóquio no IA-Unicamp

Publicado em 08 novembro 2007

Pintura de casa de Mônica Nador 

O Instituto de Artes da Unicamp promove mais um Colóquio para discutir os rumos da Arte Contemporânea. Trata-se do terceiro evento organizado pelo grupo de pesquisa Vanguarda e modernidade nas artes brasileiras no Brasil e no exterior que acontece no auditório do Instituto de Artes da Unicamp nos dias 3, 4 e 5 de dezembro próximos.

O primeiro encontro, organizado em junho de 2005, versou sobre o tema "Vanguarda e modernidade no Brasil" e analisou os diferentes sentidos dos termos vanguarda e modernidade, refletindo sobre sua aplicação à arte brasileira do século XX.

O segundo, realizado em junho do ano seguinte, discutiu as possíveis "Convergências na arte contemporânea", examinando a natureza da produção artística atual, em seus diferentes meios de expressão, e refletindo sobre as mudanças ocorridas no pensamento historiográfico e na crítica de arte a partir da segunda metade do século XX.

Esse novo encontro, foi organizado pela atual vice diretora do Instituto de Artes — prof. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto, dedicada ao estudo da História da Arte Moderna e Contemporânea; pela artista plástica prof. Dra. Sylvia Furegatti e teve também importante colaboração da pesquisadora Ms. Renata Zago, que trabalha no Arquivo da Fundação Bienal de SP. O Colóquio tem como seu objetivo maior, analisar as variadas formas de inserção, difusão e discussão da arte em nossa contemporaneidade, tanto na esfera pública e/ou institucional, quanto nos chamados espaços virtuais. Atualmente, o local da arte está muito distante se constituir apenas de galerias, museus e espaços expositivos tradicionais. Como se dá, por exemplo, a inserção da arte no espaço urbano atual e como sua lógica formal se completa na relação com a cidade?

Quais as estratégias de circulação adotadas pelos artistas para fazer frente a um mercado em busca de produtos massificados? Como criar uma plataforma de discussão e atuação críticas em torno do papel da arte e dos sistema de arte em tempos de espetacularização e virtualização da cultura? Qual a maneira mais eficaz de apresentação de trabalhos que não dependem de uma relação institucional real, e nos quais a noção de autoria é profundamente diluída? Quais os termos reais da relação entre os espaços institucionais e a arte contemporânea? Qual o espaço ocupado, no meio editorial brasileiro, pelos documentos e estudos voltados para a arte contemporânea? A partir dessas indagações, buscar-se-á refletir sobre a condição do próprio objeto de arte hoje e a sua interlocução com o espaço, o tempo e o público.

Participam do colóquio conferencistas de destacada atuação em sua área de competência, sejam eles docentes, pesquisadores ou artistas.

Em paralelo às apresentações do auditório, dois projetos artísticos serão desenvolvidos: uma performance do grupo O Olho Caligari e uma intervenção artística de Mônica Nador.

Mônica terá uma participação logo na primeira mesa dedicada à Arte e Meio Urbano. A artista, que também é mestre pela ECA USP, vai desenvolver um workshop que agrega ao campus universitário um novo trabalho de Arte Pública Contemporânea. Seu projeto terá a participação de integrantes do JAMAC - núcleo atual de trabalho da artista sediada na periferia de São Paulo que conta com o trabalho de jovens de classe social menos favorecida. A artista vai criar um painel que também contará com a colaboração dos alunos da graduação em Artes.

Toda a programação visual desta edição do Colóquio contou com imagens de trabalhos artísticos de Mônica Nador que gentilmente cedeu as imagens para a divulgação.

O projeto desse Colóquio foi possibilitado por órgãos de fomento governamentais: FAPESP; FAEPEX Unicamp e conta também com apoio da Prefeitura Municipal de Campinas.

Programação

03 de dezembro de 2007

9h30 Abertura do seminário

9h30 Palestra

Profa. Dra. Maria Angélica Melendi - EBA/UFMG

Sobre as ruínas do futuro. Dizem que Nicolas Guillén, ao observar os reluzentes espaços de uma Brasília apenas inaugurada, exclamou: "Contemplo, extasiado, as ruínas do futuro...". Ruínas não arruinadas, que, aos olhos do poeta, testemunhariam o fracasso das vanguardas do século XX. As recentes releituras dos textos canônicos dos anos 60 e a revalorização de projetos artísticos censurados ou abortados naquela década, apontam para certa nostalgia contemporânea; nostalgia de um futuro que não foi, que já era ruína enquanto ainda parecia construção. As curadorias dos grandes eventos internacionais — Documenta de Kassel, Bienais de São Paulo e Veneza — reiteraram explorações sobre a arte e os artistas desse período e fizeram re-aparecer as manifestações utópicas dos 60. Este texto propõe examinar as demandas dos jovens artistas do século XXI e as respostas que, nesse sentido, oferecem as instituições de arte para a retomada, a posteriori, dessas questões.

Intervalo para almoço

14h00 Mesa-redonda — Arte e Meio Urbano

Profa. Dra. Vera Pallamin - FAU/USP

Dentro, fora e deslocamentos - a ação artística nos espaços comuns da cidade.

Estamos vivendo, contemporaneamente, o aguçamento do que Alain Badiou chamou de 'paixão pelo real', a ação colada numa realidade não mais circunscrita nem por um telos, nem por utopias. As grandes cidades têm se efetuado como espaço de reafirmação brutal e acirrada desta 'realidade mesma', concentrando as estratégias de implementação e reforço — não sem violência - de um consenso no plano econômico e em suas múltiplas associações às práticas sociais e culturais. Ao considerar os fundamentos da política, Jacques Rancière denomina a ordem consensual e os modos de agir e pensar a ela relacionados, como 'polícia'. Nestes termos, a ordem 'policial' diz respeito ao sistema de legitimações materiais, morais e institucionais, assim como aos consentimentos das coletividades, às divisões e disposições de suas cotas e quinhões. O motor da política, contudo, é dado pela atividade antagônica àquela consensual, pela qual se verifica no seio da ordem policial as suas partilhas, de modo a reconfigurá-las em nome do pressuposto do princípio da igualdade entre os seres falantes.

Prof. Dr. Paulo Knauss — UFF. Escultura pública em perspectiva contemporânea.

O trabalho pretende abordar as esculturas públicas contemporâneas da cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de caracterizar o a escultura pública contemporânea como parte do campo das imagens urbanas. Nesse sentido, pretende-se apresentar o acervo da cidade e discutir sua lógica formal que se completa na relação com a cidade. A interrogação deve conduzir a uma reflexão sobre o poder de centro (R. Arnheim) na escultura pública.

Mônica Nador - Artista Plástica. Projeto JAMAC

Em minha apresentação discutirei o projeto desenvolvido no JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube), desde 2004. Primeiramente, nossa atuação pautou-se por uma intervenção direta nas habitações do bairro, com a ajuda dos moradores do local. Criamos, em seguida, um atelier aberto a toda comunidade, no qual procuramos não só socializar a técnica dos estênceis, como também a autoria dos trabalhos.

04 de dezembro de 2007

9h30 Mesa-redonda — Espaços Institucionais

Profa. Dra. Maria Cecília França Lourenço - FAU/USP

Cronos e os museus

A questão temporal sempre esteve ligada aos museus e, no patamar coetâneo, estes advêm do colecionismo e constituíram estratégia, bem sucedida, para conservar a cultura material do tempo passado e intimamente ordenada por diferentes poderes, englobando o eclesiástico, o monárquico, o militar e o civil. Sob a égide patrimonialista eles demarcaram uma era em que a instituição museal se tornou fiel depositário para engendramento da nação, momento de expansão industrial e de conquistas territoriais. As práticas ativadas no século antepassado geraram clamores, logo após a Revolução Francesa, com muitas demandas, entre as quais para preservação das coleções e para absorção da arte presente, este último logo atendido. Ainda assim as obras artísticas permaneceram condenadas apenas para a fruição de seletos, como críticos e artistas.

Somente após a Revolução de 1848 o acesso ao Museu do Louvre se amplia, propiciando o ingresso mais ampliado da população. Já ao final da I Guerra Mundial a arte moderna ingressa nos museus europeus, particularmente em setores daqueles de arte, ou mesmo se destinando tal poética para instituição específica. Não obstante, mais de vinte anos já haviam se passado se considerarmos as primeiras aparições fauvistas, expressionistas e cubista. Sublinhe-se que o termo - museu de arte contemporânea -, surge também nesse período e em Portugal, ganhando na atualidade forte impulso. Contudo, como pensar na musealização artística no Século XXI, em face de novas questões envolvendo o tempo, acitar, efemeridade, imaterialidade, intransportabilidade, caráter corrosivo e mutabilidade, em tendências como performance, conceitual, land art, body art e grafite?

Profa. Dra. Dária Jaremtchuk - EACH/USP

Espaços: Arte experimental e museus

Analisar a entrada da fotografia nos museus requer avaliar um quadro complexo que possibilitou esta "acolhida". Não basta começar com uma genealogia de artistas que incorporaram a fotografia em suas obras, como também não é suficiente enumerar os acervos que primeiro a acolheram. É preciso lembrar que a dinâmica dos museus é sempre retardada em relação às poéticas e que a tímida incorporação das fotografias nos acervos nas décadas de 1960 e 1970 não foi suficiente para transformar a hierarquia das artes naquele momento. Talvez a questão fosse mais bem observada considerando a crise dos suportes, o rompimento com as categorias artísticas tradicionais, bem como as transformações sociais e políticas do Brasil das décadas de 1960 e 1970. Assim, a crescente presença da fotografia no meio artístico e sua institucionalização (acadêmica e museológica) deixa de ser episódio solitário e se relaciona com a crise ontológica da arte em geral. Ou seja, no início deste processo encontra-se um uso híbrido da fotografia, com a recuperação de estratégias das vanguardas artísticas como as apropriações e as fotomontagens. Portanto, o que se propõe é uma análise dos diversos usos da fotografia na década de 1960 até se chegar à fotografia conceitual e a paulatina legitimação realizada pelos museus nas décadas seguintes.

Prof. Dr. Mário Ramiro - ECA/USP

O artista enquanto agente cultural

Com o crescimento do circuito das artes visuais, o trabalho do artista contemporâneo encontra uma série de outras frentes de atividades que não se limitam apenas àquelas realizadas no seu ateliê. São muitos os artistas que nos dias de hoje atuam também nas áreas de gestão e mediação cultural, curadoria, ação educativa, comunicação por mídia impressa e eletrônica, em projetos de ação social, na organização de encontros e simpósios e nos empreendimentos voltados à criação de centros e núcleos de cultura "alternativa". Nesse contexto podemos arriscar falar da figura de um "agente cultural", alguém engajado no trabalho de dinamização da cultura e que considera o seu trabalho criativo, agora influenciado por esse conjunto de atividades que o nosso ambiente cultural vem propiciando. Essa figura não representa, no entanto, nenhuma invenção característica da nossa época, uma vez que ao longo da história da cultura ocidental o artista sempre esteve envolvido com as mais diferentes frentes de trabalho que a sua cultura exigia.

Intervalo para almoço

14h00 Mesa-redonda — Espaços Virtuais

Patrícia Canetti - Artista Multimídia

Sobre o Canal Contemporâneo (texto ainda em definição)

Prof. Dr. Martin Grossman - ECA/USP

O Forum permanente: museus de arte entre o público e o privado

O Fórum Permanente atua como um espaço real e virtual de intersecção entre os vários agentes do sistema da arte e propõe-se, no mutante e instável contexto institucional da arte contemporânea no Brasil, promover o convívio dos vários interesses e atuações associados a esse sistema. Tendo como pano de fundo não só o contexto territorial brasileiro, mas também o internacional, a sua intenção prioritária é a de se tornar uma dimensão compartilhada para instituições culturais, seus dirigentes, corpo técnico e demais sujeitos que direta ou indiretamente, conformam esse campo cultural. Como uma plataforma para a discussão crítica, o Fórum pretende, portanto, gerar reflexões e ações em torno do papel do Museu de Arte em tempos de espetacularização e virtualização da cultura. Este é o objetivo-chave, mas há, no entanto, um objetivo subliminar e formativo: o de contribuir, de forma significativa e mobilizadora, para o amadurecimento do contexto político-cultural das artes visuais em nosso país, por meio do incentivo de intercâmbios culturais, dentro e fora de suas fronteiras nacionais. A palestra explorará as principais idéias e propostas do Fórum Permanente, seu papel na formação de uma rede de comunicação e informação integrada por instituições, artistas, produtores e agentes culturais no Brasil e suas relações com noções de patrimônio imaterial.

Profa. Dra. Giselle Beiguelman - PUC/SP

Intervenções artísticas em espaços virtuais

As intervenções artísticas em espaços virtuais têm sido discutidas a partir de dois eixos principais: sua inviabilidade mercadológica e seu caráter alternativo e crítico com relação aos espaços institucionalmente tradicionais da arte (museus e galerias). É hora de verificar a consistência desses enunciados, interrogando os meandros da produção e circulação das obras de arte digital, especialmente as que fogem ao padrão das tipologias reconhecidas (como as instalações, vídeos e fotografia). A partir da análise de eventos como Nokia Trends, Motomix e instituições como Oi Futuro e Itaú Cultural, entre outros, e intervenções que se realizam exclusivamente na web e no espaço de redes objetiva-se aqui: Compreender as formas pelas quais a criação artística com meios digitais relaciona-se com o mercado de produtos e serviços vinculados à informática e telecomunicação, discutindo os limites e as possibilidades críticas e criativas que se impõem nesse contexto. Fomentar o debate sobre as peculiaridades de criações culturais e estéticas que vêm obrigando a repensar as tipologias correntes e a própria noção de artemidíatica.

05 de dezembro de 2007

9h30 Mesa-redonda — Estudos, documentos e publicações

Profa. Dra. Glória Ferreira - EBA/UFRJ

O espaço discursivo da reprodução da obra de arte

Na longa história da reprodução da obra de arte diversas são suas transformações decorrentes dos meios de produção, objetivos e inserções no campo da arte. A hipótese de trabalho é que na arte contemporânea, a reprodução da obra de arte se apresenta como construção de uma imagem passível de, ao veicular o trabalho de arte, inscrevê-lo de modo específico nessa imagem, como uma de suas situações de visibilidade. Trocas de várias ordens constituem um lugar de acolhimento da expressão da obra nessa imagem, de sua inscrição no universo da imagem.

Prof. Dr. Stéphane Huchet - UFMG

O arquipélago documental

Na sua história, a arte sempre teve uma relação essencial com o documento. No entanto, o saber contemporâneo não permite mais reduzí-lo ao estatuto de testemunho autêntico de um enunciado artístico. A dialética do documento e do monumento em Riegl e Foucault como também as relações estabelecidas entre veículos artísticos e midiáticos modernos pelos conceitualistas e por Jeff Wall, por exemplo, constituem marcos importantes. A produção de estudos, documentos e publicações tanto na arte quanto na crítica e na história gera processos analíticos e/ou ficcionais que se entrecruzam, configurados em arquipélago.

Prof. Dr. Márcio Seligmann-Silva - IEL/UNICAMP

Narrar o trauma. Escrituras híbridas da memória do século XX

A palestra aborda a questão das mudanças na narrativa no século XX. Partindo do tema da representação das guerras e de outras catástrofes que pontuaram aquele século, o autor trata do teor testemunhal da literatura e das artes plásticas. Ele propõe uma reflexão sobre a necessidade de se criar espaços para o testemunho e ao mesmo tempo destaca como estes espaços estão dependentes de estratégias políticas da sociedade. Tudo depende de nossas políticas da memória. A reflexão sobre esta memória permite uma nova articulação entre a política e as artes. Na apresentação são projetadas várias obras de artistas que são lidas do ponto de vista desta construção da trama da memória.

Intervalo para almoço

14h00 Mesa-redonda — Estratégias de circulação

Prof. Ms. Jorge Menna Barreto - Artista Plástico

O derretimento do site-specific

As primeiras obras site-specific surgiram no contexto estadunidense no final da década de 1960. Para alguns autores, o apego dessas obras ao seu espaço físico de instalação carregava uma atitude crítica em relação ao aquecido mercado de arte da época, favorecido pelo paradigma modernista da autonomia da obra em relação ao seu contexto e que facilitava a sua circulação como mercadoria. Se o apego a uma determinada situação caracterizava o aspecto crítico das primeiras obras site-specific, o mesmo não aconteceu com o próprio termo. A expressão tem viajado mundo a fora e servido para caracterizar os mais diversos trabalhos, em diversos contextos, agregando a eles um suposto selo de atualidade e legitimação. No Brasil, o termo também tem sido usado acriticamente, sem tradução e ignorando as especificidades locais. Esta fala irá investigar estes problemas a partir do que me refiro como "O derretimento do site-specific".

Profa. Dra. Geórgia Kyriakakis - FAAP

Na calada da noite

Apresentarei, no colóquio, a intervenção urbana por mim realizada em 2002 nas dependências da Escola de Sociologia e Política de São Paulo dentro do projeto Genius Loci, organizado pelo Centro Universitário Maria Antonia. A experiência com a realização da obra evidencia as relações intrínsecas entre a memória e o espaço urbano e institucional.

Profa. Dra. Mabe Bethônico - EBA/UFMG

Museumuseu

O museumuseu explora a construção de uma rede "institucionalizada" de atividades artísticas em diferentes espaços expositivos e mídias. É um museu ficcional criado a partir de pesquisas e negociações institucionais que resultam em obras ou ações que questionam e utilizam sistemas tradicionais de organização museológica. Os resultados dependem de diferentes níveis de cumplicidade, autorização e acordo, mas o trabalho se situa no campo da ficção, ainda que os formatos se assemelhem àqueles adotados pelos discursos institucionais. Desenvolvemos ainda trabalhos que não dependem de uma relação institucional real, e normalmente há uma construção de espaço onde é possível experimentar múltiplos papéis: autoria, edição, administração e curadoria.

18h00 Performance com "Olho Caligari"

Grupo formado por Marcel Rocha, Marco Sacarassati, Giuliano Tosin, Denis Koish e Julio Oliveira

Sobre os participantes

Dária Jaremtchuk - é doutora em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da USP, com tese sobre Anna Bella Geiger (Anna Bella Geiger: Passagens conceituais). É professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e pesquisadora do Ministerio de Educacion y Ciencia da Espanha. É autora do capítulo sobre "Desconstruções alegóricas de Anna Bella Geiger" in Alexandre Santos e Maria Ivone dos Santos (org.). A fotografia nos processos artísticos contemporâneos. Porto Alegre, Ed. da UFRGS, 2004 e coordenadora do grupo de pesquisa Vanguarda e Modernidade nas artes no Brasil.

Geórgia Kyriakakis - possui graduação em Licenciatura Plena em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (1986), mestrado em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP (2001) e doutorado em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP (2006). Atualmente é professora titular do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e da Fundação Armando Alvares Penteado. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Formação Artística, atuando principalmente nos seguintes temas: desenho, escultura e instalação.

Giselle Beiguelman - É professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Desenvolve projetos envolvendo dispositivos de comunicação móvel desde 2001. Seus projetos foram apresentados em exposições como 25a Bienal de São Paulo, Arte/Cidade, Net_Condition (ZKM, Germany), el final del eclipse (Fundación Telefonica, Madrid) e Algorithmic Revolution (ZKM). É editora da seção novo mundo da revista eletrônica Trópico, colaboradora da Leonardo Electronic Almanac e Iowa Web Review e Cybertext. Entre suas publicações recentes destacam-se: Link-se (Peirópolis, 2005) e a co-autoria de New Media Poetics (MIT Press, 2006). Coordena, com o Prof. Dr. Marcus Bastos, o Grupo de Pesquisas "net art: perspectivas criativas e críticas", cujo portal pode ser acessado em http://netart.incubadora.fapesp.br/portal.

Glória Ferreira - Doutora em História da Arte pla Sorbonne, é professora colaboradora da EBA/UFRJ e atua no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da mesma escola. É crítica de arte e curadora independente. Entre suas curadorias destacam-se Anos 70. Arte como questão (2007); Trilogias. Nelson Felix (2005); Situações. Arte Brasileira dos anos 70 (2000) e Hélio Oiticica e a cena americana (1998). Co-organizou as coletâneas Clement Greenberg e o debate crítico (Funarte/Jorge Zahar, 1997) e Escritos de artistas, 1960/1970 (Jorge Zahar, 2006). É autora, entre outros títulos, de Trilogia. Conversas entre Nelson Felix e Glória Ferreira, publicado pela Pinakothek em 2005 e organizadora de Crítica de arte no Brasil. Temáticas contemporâneas, publicado pela Funarte em 2006. É diretora da coleção Arte+, da Jorge Zahar.

Jorge Menna Barreto - Graduado em Artes pela UFRGS em 1997. Mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP em 2007, sob orientação de Ana Maria Tavares. Tem atuado como artista e professor. Atualmente, é coordenador do Grupo de Educação Colaborativa do Paço das Artes. Entre as suas principais exposições coletivas estão a Bienal de Havana (2000) e a Bienal do Mercosul (2001).Entre as suas exposições individuais estão a intervenção feita no Torreão, em Porto Alegre (2000); Artspot Gallery, em Atlanta, EUA (2003); Site 803/804 (www.terreno.baldio.nom.br), em Florianópolis; (2003) e o Projeto Matéria no Centro Cultural São Paulo (http://br.geocities.com/materiaccsp).É membro do Linha Imaginária com o qual participou de diversas exposições coletivas pelo Brasil. Integra também os grupos Laranjas e Rejeitados.

Mabe Machado Bethônico - possui graduação em Belas Artes pela UFMG (1990), mestrado (1991-93) e doutorado (1996-2000) no Royal College of Art - Londres. É artista plástica, professora adjunta da UFMG e pesquisadora, atuando principalmente nos seguintes temas: colecionismo, museologia, arquivos, curadoria e memória. Principais atuações: 27a Bienal de São Paulo; Encuentro Internacional Medellin 2007; Subversiones Diarias - Malba, Buenos Aires; Telling Histories - Kunstverein Muechen, Munique, Obra Colecionada - Museu de Arte da Pampulha, BH; Panorama da Arte Brasileira - MAM, SP. Desde 2000 constrói o museumuseu, instituição museológica que abriga ficções e documentos. [www.museumuseu.art.br].

Márcio Orlando Seligmann-Silva - Professor livre-docente de Teoria Literária na UNICAMP e pesquisador do CNPq. É autor de Ler o Livro do Mundo (Iluminuras, 1999), Adorno (PubliFolha, 2003) e O Local da Diferença (Editora 34, 2005); organizou os volumes Leituras de Walter Benjamin (Annablume/FAPESP, 1999; segunda edição 2007), História, Memória, Literatura: o Testemunho na Era das Catástrofes (UNICAMP, 2003) e Palavra e Imagem, Memória e Escritura (Argos, 2006) e coorganizou Catástrofe e Representação (Escuta, 2000).

Maria Angélica Melendi - Pesquisadora do CNPq. Possui doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999). Atualmente É professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais e Membro de corpo editorial da Revista do Programa de Pós-Graduação da EBA. Atua principalmente nos seguintes temas: Arte Conceitual, Memória Latino-Americana. É autora, entre outros títulos, de Rosângela Rennó, publicado pela Com/Arte em 2003 e O arquivo universal e outros arquivos, publicado no mesmo ano pela Cosac&Naify (em co-autoria com Adriano Pedrosa).

Maria Cecília França Lourenço - É professora titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Defendeu mestrado sobre José Ferraz de almeida Júnior (ECA-USP) e doutorado sobre arte moderna brasileira (FAU-USP). Sua pesquisa de doutorado foi publicada pela Hucitec em 1995 sob o título Operários da Modernidade. Em 1997, defendeu tese de livre docência, a qual resultou no livro Museus Acolhem o Moderno, publicado pela EDUSP. Dirigiu a Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1983 e 1987.

Mário Ramiro - artista multimídia, formado pela ECA/USP, foi integrante do grupo de intervenções urbanas 3NÓS3 e participante ativo do movimento da arte e tecnologia no Brasil nos anos oitenta. O conjunto de sua obra inclui a criação de redes telecomunicativas - explorando a fusão das tecnologias do rádio, televisão, telefone e videotexto — além da produção de fotografias, esculturas, instalações ambientais, intervenções urbanas e arte sonora. É mestre em fotografia e novas mídias pela Kunsthochschule für Medien Köln, na Alemanha, além de ex-integrante dos coletivos Autopsi (www.autopsi.de) e Hostilzinhos (www.myspace.com/hostilzinhos). Foi bolsista do DAAD para a Kunstakademie Düsseldorf e atualmente trabalha como professor no Depto. de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP e Diretor da Divisão de Ação Cultural e Educativa do Centro Cultural São Paulo (http://www.centrocultural.sp.gov.br/). Publicou, entre outros títulos, "Grupo 3NÓS3, The Outside Expands / Grupo 3NÓS3 Le dehors s'élargit"', in Parachute, n. 116, revue d'art contemporain, Montréal, Canada, 2004 e "A escrita fotogênica: textos de artistas brasileiros sobre fotografia" in Alexandre Santos e Maria Ivone dos Santos (org.). A Fotografia nos Processos Artísticos contemporâneos. Porto Alegre, UFRGS, 2004.

Martin Grossman - Diretor do Centro Cultural São Paulo (CCSP) desde setembro de 2006. Professor Titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), pesquisador de arte moderna e contemporânea. Idealizador e coordenador do Fórum Permanente: Museus de Arte, entre o público e o privado. Foi vice-diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP) bem como coordenador acadêmico do USPonline, portal da USP na internet de 1995 a 1998.

Mônica Nador - Mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP, com a dissertação Paredes Pinturas. Suas últimas exposições foram: Bienal de La Habana, Cuba, em 2000; In site 2000 - Tijuana, México/EUA, em 2000; Bienal de Sydney, Austrália, em 2004; Rencontres Paralleles, Centre D'Art Contemporaine de Basse-Normandie, em 2005; Galerie Croix Baragnon, nas Comemorações do Ano do Brasil na França, em Toulouse, em 2005, e 27ª Bienal de São Paulo, em 2006. Atualmente, desenvolve parcerias com moradores do bairro Jardim Miriam, SP, no Jamac (Jardim Miriam Arte Clube), inventando padronagens para telas, papéis e paredes.

Patrícia Canetti — Artista multimídia, fundadora do Canal Contemporâneo, publicação e comunidade digital de arte contemporânea brasileira criada em 2001. A configuração deste espaço midiático ao mesmo tempo em que dissemina informação, conhecimento e debate sobre arte contemporânea, também agita políticas culturais. O Canal tem sido eficiente em promover estratégias de mídia tática envolvendo profissionais, instituições, imprensa e governo em diferentes mobilizações. Desde 2004, o Canal Contemporâneo participa de exposições e simpósios: Hiper, NokiaTrends, Tudo aquilo que escapa, Ocupação, Prog:ME, Conexões Tecnológicas e Documenta 12 Magazines.

Paulo Knauss - Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1987), mestrado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990) e doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense (1998), tendo realizado pós-doutorado (Relações Internacionais) na Universidade Robert Schuman - Strasbourg, França (2006). Desenvolve pesquisas na área de História sobre as relações entre Memória e Patrimônio Cultural, explorando os campos da história urbana, história da imagem e história oral. Mais recentemente tem se dedicado ao estudo da história cultural das relações interamericanas. Atualmente, é professor adjunto da Universidade Federal Fluminense e exerce a função de Diretor Geral do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro. É membro do Conselho Carioca de Nominação de Logradouros Públicos da cidade do Rio de Janeiro e membro do Conselho Nacional de Arquivos, como representante da Associação Nacional de História.

Stéphane Huchet - Pesquisador do Cnpq. Professor na Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. Doutor pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Professor Visitante na ECA/USP em 1996; no Instituto de Artes (1996-97) e no Instituto de Filosofia (1997) da UNICAMP. Publicou Le Tableau du Monde. Une théorie de l'art des années 1920. Paris, L'Harmattan, 1999. Castaño. Situação da pintura. Belo Horizonte, C/Arte, 2006.

Vera Pallamin - Graduada em Arquitetura e Filosofia pela Universidade de São Paulo, trabalha como professora doutora na FAUUSP. Desenvolveu pesquisa de pós-doutorado sobre a relação entre arte e esfera pública na University of California, em Berkeley (USA), e na Università degli Studi di Firenze (IT). Livros: Arte Urbana — São Paulo, região central (1945-1998), Annablume, 2000; Cidade e Cultura (ed.), Estação Liberdade, 2002, Conversas no Ateliê — palestras sobre artes e humanidades (co-org. Joaci Pereira Furtado), FAUUSP, 2002. Textos recentes: Revista Logos (2006), Revista do Instituto Artes das Américas (2006), Perspectivas Urbanas / Urban Perspectives (2005), Espaço e Debates (2005), Forum IDEA 2006 Novena Bienal de La Habana.

Organização

Prof. Dra. Maria de Fátima Morethy Couto e Pof. Dra. Sylvia Furegatti com apoio da pesquisadora Renata Zago.

Inscrições

Abertas até 30 de novembro de 2007 mediante a inscrição prévia pelo site do Colóquio. Gratuitas

Data e horário

03 a 05 de dezembro de 2007

Local

Auditório do Instituto de Artes da Unicamp / IA Rua Elis Regina, s/n.

Cidade Universitária Zeferino Vaz. Campinas, SP

Maiores informações

Fone: (019) 3521-6573

E-mail: ceprod@iar.unicamp.br

Website: www.iar.unicamp.br/dap/coloquio2