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Orgulho de Hortolândia

Orquestra Sinfônica da Unicamp apresenta Stems, de Alexandre Lunsqui e Sinfonia Concertante, de W. A. Mozart

Publicado em 27 junho 2019

Por Redação

Na próxima semana, a Orquestra Sinfônica da Unicamp se apresenta em Campinas, em dois concertos sob regência do jovem maestro Igor Maia, acompanhado dos solistas Walter Finatto Ansante (violino) e Elinar Albuquerque Araújo (viola). No repertório, a Sinfonia Concertante de W. A. Mozart, com a participação dos dois solistas, e Stems, de Alexandre Lunsqui.

Alexandre Lunsqui é um compositor natural de São Paulo. Seus trabalhos já foram tocados na Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, China, Costa Rica, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Indonésia, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Portugal, Russia, Suiça e ao redor dos Estados Unidos. Entre seus prêmios estão a Bolsa Virtuose do Ministério da Cultura do Brasil, prêmio Programa Petrobrás Cultural, Salvatore Martirano Award, prêmio do Percussion Arts Society (Brasil), Prêmio Funarte de Composição Clássica (2010) e prêmio da Fromm Foundation (oferecido pela Harvard University). Dentre seus projetos estão encomendas para a New York Philharmonic, Coro e ensemble da OSESP (2014), nova obra para orquestra de sopros para a Lawrence University, obra para dois trombones (prêmio da Secretaria do Estado da Cultura), duas obras para o projeto John Cage Renga 100 (USA e Alemanha), obra para ensemble para o Access Music de Chicago, e uma colaboração com o Ensemble Reconsil Viena. Lunsqui foi compositor em residência do Chelsea Music Festival (USA) e “fellow artist” na Civitella Ranieri Foundation (Itália). Em 2016, suas obras fizeram parte do Ligeti Forward Concert em Nova Iorque, dentro da New York Philharmonic Biennial. Recentemente, foi agraciado com o Koussevitzky Award (USA) e uma encomenda do Ministério da Cultura Francês (obra para Ensemble Cairn).

Igor Maia, regência

Igor é compositor e regente. Ele é doutor em composição musical pelo King’s College London, com bolsa da CAPES (Ministério da Educação). Foi orientado por Silvina Milstein e George Benjamin. É bacharel em composição musical pelo Conservatório Real de Haia (Holanda) e mestre em música pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), orientado por Silvio Ferraz e com bolsa da FAPESP. Participou de festivais e cursos com compositores como Isabel Mundry, Brian Ferneyhough, Martin Matalon, Toshio Hosokawa, Jukka Tiensuu, entre outros. Como compositor sua música tem sido tocada em diversos concertos e festivais na Europa, Américas e Japão por orquestras e grupos como Orquestra Sinfônica de Bournemouth, Orquestra Sinfônica de Campinas, Ensemble Boswil, Ensemble Reconsil, Ensemble Linea, Lontano, Modelo 62 e Orquestra de Câmera Avanti!. Como regente ele atuou na Alemanha, Brasil, Espanha, Holanda e Grã-Bretanha. Foi regente assistente da Orquestra Sinfônica do King’s College London durante o ano de 2017 e regente associado do Goodensemble (Londres) de outubro de 2016 até dezembro de 2017.

Walter Finatto Ansante, violino

Mestre em Música (violino) pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciou seus estudos de violino aos 8 anos de idade no Conservatório Carlos Gomes onde por ocasião de sua formatura recebeu a medalha Ordem do Coreto, prêmio este concedido aos alunos de maior destaque. Estudou com os professores: Elisa Fukuda, Cecília Guida, Natan Schwartzman, Frederico Barreto, Moacyr Del Picchia, Maria Vischnia e Erich Lehninger. Participou de Master Classes sob orientação dos professores: Haldan Martinson (EUA), Eva Szekely (EUA), Natalia Alenitsyna (Rússia), e Yang Liu (China). Participou de festivais de música em Tatuí, Londrina e Campinas (Unicamp) e de vários concursos de música dentre os quais se destaca o prêmio de 2º lugar no Concurso Paulo Bosísio em Juiz de Fora em 2001. Foi 1º violino do Quarteto de São José dos Campos e Spalla da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos. Como solista apresentou-se à frente das seguintes orquestras: Sinfônica de Campinas, Sinfônica de São José dos Campos, Sinfônica de Americana, Sinfônica de Bragança Paulista, Orquestra de Câmara de Campinas, Filarmônica de Campinas e Orquestra de Câmera da Metrocamp. Atuou como Spalla ou Solista junto aos Maestros: Karl Martin (Suíça), Aylton Escobar, José Maria Florêncio, Victor Hugo Toro (Chile), Roberto Tibiriçá, Ligia Amadio, Cláudio Cruz, Jamil Maluf, Alessandro Sangiorgi (Itália), David Del Pino Klinge (Peru), Gianluca Martinenghi (Itália), Lanfranco Marcelletti, Renchang Fu (China), Elena Herrera (Cuba), Enrique Diemecke (México) entre outros. Também atuou como Spalla convidado da Orquestra Sinfônica de Santo André, Orquestra de Câmara Paulista e Orquestra Sinfônica da Unicamp. Na Orquestra Sinfônica de Campinas ocupa a posição de Solista I e desde 2006 tem atuado como Spalla. Junto a Orquestra participou de turnês nacionais e internacionais da Orquestra e da gravação de vários CDs. Em 2009, participou do Festival de música em Bled (Eslovênia), na classe do professor Roman Simovic (Rússia). Em 2013, participou de um curso de aperfeiçoamento na Buenos Aires, com o professor Xavier Inchausti (Argentina). Durante os anos 2017/2018 fez um curso de performance em Viena na Universidade Privada de Música e Arte de Viena (Musik und Kunst Privatuniversität der Stadt Wien), antigo Conservatório de Viena, na classe do professor Amiram Ganz.

Elinar Albuquerque Araújo, viola

Iniciou seus estudos no Centro de Formação de Instrumentistas de Cordas da UFC-Sesi, tendo viola como instrumento. Em 1996 ingressou no curso de viola do Conservatório de Tatuí, concluindo seus estudos em 1999, sob a orientação do Professor Dario Sotelo. Em 2003 ingressou na Universidade Estadual de São Paulo – UNESP e em 2013 ingressou na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP ambos sob a orientação do Professor Emerson di Biaggi. Participou da Orquestra Sinfônica Jovem, Camerata Tatuí, Orquestra Sinfônica Paulista e Orquestra Sinfônica de São José dos Campos. Em 2003 participou do Concurso Nacional de Cordas, Professor Paulo Bosísio em Juiz de Fora obtendo o segundo lugar como premiação. No mesmo ano passou no concurso para solista II da Orquestra Sinfônica de Campinas, onde atua atualmente como solista I. Participou de diversos Festivais tais como Festival de Inverno de Campos de Campos do Jordão, Festival de Itu, Festival Internacional de Música da Unicamp e ainda participou de vários Masterclasses, com Barbara Westphall, Laura Wincox, Peter Pass, Xavier Inchaust, Alessandro Borgomanero, Pablo de Leon, o qual o instrui atualmente.

Orquestra Sinfônica da Unicamp

A Orquestra Sinfônica da Unicamp (OSU) é um corpo artístico profissional, mantido pela Universidade Estadual de Campinas, que está vinculado ao Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp (CIDDIC). Fundada em 1982, a OSU realiza concertos, óperas, gravações, espetáculos multimídia, programas de educação e formação de público, música de câmara, atuando paralelamente como laboratório de pesquisa em criação e performance musical. Seus projetos também incluem o Fórum Gestão Orquestral e Compromisso Social, que tem por objetivo a atualização de líderes e gestores do meio sinfônico, e o Projeto Identidade, Música e Arquitetura, em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), que leva música e história aos prédios e espaços públicos da cidade de Campinas. Em 2010, lançou o seu primeiro CD, intitulado “Novos Universos Sonoros”, com patrocínio da Petrobras, que reúne obras inéditas de compositores brasileiros, escritas para orquestra e grupos de câmara. Gravou, em 2013, o CD “Panorama da Música Brasileira Vol. 1” e, em 2018, o CD “Teuto-brasileiro”, contemplado pelo edital FICC. Em parceria com o Ópera Estúdio Unicamp, o Coral Contemporâneo de Campinas e Coral Unicamp Zíper na Boca, fez a montagem das óperas “As Bodas de Fígaro” (2014), “Don Giovanni” (2015), “O Empresário” (2016) e a “Flauta Mágica” (2017), de W. A. Mozart, e ainda pilares do repertório romântico, como “O Elixir do Amor” (2016) de Gaetano Donizetti e “La traviata” (2018) de Giuseppe Verdi. Paralelamente a obras do repertório lírico tradicional, a OSU também realizou a estreia da ópera multimodal “Descobertas” de Jônatas Manzolli, em 2016, e a montagem da ópera barroca “Les Plaisirs de Versailles”, contemplada no edital FICC em 2012. Em 2019, foi montada a ópera cômica “Gianni Schicchi” de G. Puccini, e estamos preparando a montagem da ópera “O Morcego”, de J. Strauss. Com a produção da “A Flauta Mágica” em 2017, a OSU realizou a primeira ópera com recursos de acessibilidade da Região Metropolitana de Campinas.

SERVIÇO:

Panorama da Música Brasileira: Stems, de Alexandre Lunsqui

03 de julho, quarta-feira, 13h

Auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp04 de julho, quinta-feira, 19h

Igreja São Benedito (Campinas)

Walter Finatto Ansante, violino

Elinar Albuquerque Araújo, viola

Orquestra Sinfônica da Unicamp

Igor Maia, regência

 

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