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Opção pela biologia: A história do homem que largou tudo para ser Biólogo

Publicado em 22 maio 2020

Por Sidnei Santos de Oliveira

Aos 71 anos, o biólogo e conservacionista Cláudio Padua é hoje um dos principais nomes do movimento socioambiental no Brasil.

Mata Atlântica

Depois de extensa trajetória de estudos sobre o mico-leão-preto e do trabalho desenvolvido desde 1992, quando fundou com a mulher, Suzana Padua, o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ) – organização não governamental que atua na pesquisa de espécies raras ou ameaçadas de extinção em regiões do Pontal do Paranapanema e Nazaré Paulista (SP), Pantanal e Cerrado (MS), baixo rio Negro (AM) e outras regiões amazônicas –, ele se prepara para mais um desafio.

Nos últimos três meses Padua tem se dedicado à criação de um novo instituto de pesquisa, dessa vez voltado para o estudo de economia e negócios sustentáveis.

“A intenção é colocar significado econômico na biodiversidade sem destruí-la”, explica.

Mico-leão-preto, espécie em risco de extinção

Em fase de estruturação e prevista para ser inaugurada no final do ano, a nova entidade será sediada em Brasília e pretende aliar temas envolvendo agricultura e preservação do meio ambiente.

A decisão de abrir o novo espaço veio com a necessidade de se ter uma escola específica para formação em negócios, tema que foge do escopo do IPÊ, atuante principalmente na área de conservação e de educação ambiental.

Dedicação à natureza

O interesse de Padua pela conservação do meio ambiente surgiu de uma frustração com a vida profissional.

Documentários de Meio Ambiente

Em 1977, depois de sete anos formado em administração de empresas, percebeu que não estava contente com os rumos de sua carreira. “Eu já tinha vontade de trabalhar com meio ambiente, mas naquele momento não via oportunidade de combinar essas duas áreas”, relembra.

Sidnei Santos de Oliveira/ Pesquisa FAPESP. CC BY-ND 4.0