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Jornal da Ciência online

Onde as cientistas não têm vez

Publicado em 27 novembro 2018

As mulheres que iniciam um doutorado em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem, em inglês) são 12% menos propensas a terminar suas pesquisas, em comparação com os homens. A conclusão é de um estudo do Departamento Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos (NBER) e envolveu a avaliação dos dados de 2.541 estudantes que ingressaram em 33 programas de pós-graduação em seis universidades do estado de Ohio, entre 2005 e 2009. Os resultados também indicam que a probabilidade de elas concluírem a pós-graduação aumenta até 1 ponto percentual para cada acréscimo de 10% na proporção de mulheres que iniciam o doutorado em alguma dessas áreas.

Os achados parecem estar alinhados a outros dados, como os divulgados em 2017 pela ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. No estudo Cracking the code: Girls’ and women’s education in science, technology, engineering and mathematics, verificou-se que 74% das mulheres se interessam por ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No entanto, apenas 30% delas se tornam pesquisadoras nessas áreas. Para as que ingressaram no mercado de trabalho, os dados indicam que 27% sentem que não estão evoluindo em suas carreiras, enquanto 32% desistem em até um ano depois de concluída a graduação.

Veja o texto na íntegra: Agência Fapesp