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Oncologista alerta para os perigos do banho de sol dos bebês em locais com índice ultravioleta alto

Publicado em 04 dezembro 2007

Agência FAPESP — No mundo inteiro, 30% dos casos de câncer diagnosticados são neoplasias de pele. Em Santa Catarina, o câncer de pele representa 43% do total de casos da doença. Segundo Senen Dyba Hauff, do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) da Secretaria de Saúde daquele estado, o quadro pode ser atribuído a basicamente dois fatores: o índice ultravioleta propiciado pela geografia catarinense e a origem européia da maior parte de sua população.

O índice ultravioleta no estado está acima de 8, considerado muito alto pela escala global da Organização Mundial de Saúde — de 3 a 5 o valor é moderado; acima de 11, extremo.

"O câncer resulta da combinação de dois fatores: ambiental e genético. A debilidade ambiental da camada de ozônio aliada à genética de origem européia da população catarinense são favoráveis à incidência de neoplasias de pele", disse Senen no 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer, realizado no fim de novembro no Rio de Janeiro.

O problema, segundo a oncologista, é que o Brasil não tem um programa de prevenção contra a doença. "Até mesmo na Noruega e na Finlândia, onde o índice ultravioleta é de 2 a 3, são feitos bons trabalhos de prevenção dessa neoplasia", disse.

Ela também fez um alerta: 70% a 80% das radiações que causam câncer de pele na vida adulta foram recebidas na infância, em muitos casos nos famosos "banhos de sol do bebê". No entanto, segundo a pesquisadora, tal hábito deveria ser abandonado pelos pais.