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Óleo essencial da erva-baleeira para fins anti-inflamatórios

Publicado em 15 maio 2021

Por Da redação

Pesquisa é desenvolvida no Campus 2 da Unoeste e obteve bolsa auxílio da Fapesp; substância é usada em pomada para tendinites e dores musculares

Otimizar a produção de óleo essencial da planta medicinal Varronia curassavica, conhecida como erva-baleeira por ser nativa da Mata Atlântica, é o objetivo de pesquisa em desenvolvimento no Cevop (Centro de Estudos em Ecofisiologia Vegetal do Oeste Paulista), no Campus 2 da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). Estão sendo testadas substâncias para potencializar o crescimento da planta e a consequente produção de óleo essencial, um composto ativo de ação anti-inflamatória. A importância do estudo é reconhecida pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) mediante a concessão de bolsa.

A pesquisadora Ana Cláudia Pacheco conta que as substâncias utilizadas são produtos biológicos. Portanto, elicitores obtidos a partir de plantas naturais que têm ação sobre o crescimento da planta e produção de óleo essencial utilizado pela indústria farmacêutica, com o qual o Aché Laboratórios produziu o primeiro medicamento 100% brasileiro, com o nome comercial Acheflan. O anti-inflamatório foi desenvolvido pela Unicamp (Universidade de Campinas), a partir do princípio ativo descoberto em 2001 no CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas).

Músculos e tendões

O medicamento é indicado para o tratamento de processos inflamatórios de músculos e tendões. O estudo na Unoeste acontece na linha de pesquisa de manejo de plantas medicinais, junto ao Cevop, que é vinculado à PRPPG (Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação) e atende a produção científica do Programa de Pós-gradução Stricto Sensu em Agronomia, com oferta de mestrado e doutorado, e que abriga projetos de iniciação científica da graduação na mesma área.

A pesquisa com a erva-baleeira, orientada por Ana, é realizada pela estudante da graduação Elisa Patrícia Ramos de Melo, moradora de Sandovalina, na região do Pontal do Paranapanema. Em estágio no Cevop desde agosto do ano passado, a estudante bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos) iniciou em março deste ano o experimento em casa de vegetação, antes mesmo de obter a bolsa auxílio. A proposta é gerar informações para produtores de plantas medicinais sobre os tipos de compostos (substâncias), número de pulverizações e dose para obter a otimização da produção.

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