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Jornal da Cidade (Bauru, SP) online

Odontologia da USP é a 9ª melhor do mundo

Publicado em 23 março 2016

Ranking divulgado nesta semana classificou a odontologia da Universidade de São Paulo (USP) como a nona melhor do mundo. Além da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), a instituição de ensino mantém cursos nesta área em Ribeirão Preto e na Capital, cujas atividades também contribuíram para o resultado.

 

A lista internacional QS World University Ranking by Subject, elaborada pela Quacquarelli Symonds - organização britânica de pesquisa em educação especializada em instituições de ensino superior, avaliou 4.226 universidades do mundo inteiro em 42 grandes áreas de conhecimento. Os critérios considerados foram “reputação acadêmica, reputação do empregador e impacto de pesquisa”, com base na opinião especializada de estudantes e análise de trabalhos elaborados.

 

A nona colocação em odontologia foi o melhor resultado obtido pela USP em todo o Estado. A universidade também obteve classificação entre as 50 melhores do mundo nas áreas de agricultura e silvicultura (26ª), antropologia (34ª), engenharia de minérios e minas (36ª), arquitetura (37ª) e ciência veterinária (38ª).

 

A instituição de ensino oscilou, ainda, entre a 51.ª e a 100.ª posição em outras 25 áreas e entre a 100.ª e 150.ª em setes áreas. No ano passado, as atividades das três faculdades de odontologia da USP já haviam garantido a 12.ª posição do mesmo ranking.

Diretora da FOB, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado destaca que o comprometimento já sedimentado entre profissionais e alunos com o ensino, as pesquisas e os serviços prestados à comunidade foi fundamental para o resultado. Ela lembra que a posição de destaque foi obtida pela universidade mesmo diante de um cenário de crise no País, que levou à redução de 11% do orçamento da USP entre 2014 e 2016.

 

“Gerimos os recursos disponíveis da melhor maneira possível. Estabelecemos parcerias com instituições importantes no Exterior, temos qualificação nas nossas publicações, com pesquisas inclusive já patenteadas e que chegaram ao mercado. Quando se trabalha com seriedade e dedicação, conseguimos dar este tipo de resposta para a sociedade”, pontua ela, que, além de ser diretora da FOB, é superintendente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/USP), o Centrinho.

 

Expressivo

 

Maria Aparecida salienta, ainda, a importância dos recursos obtidos por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vinculada à Secretaria de Ensino Superior [Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação] do governo do Estado, que contribuíram para a condução de boa parte dos trabalhos.

 

Com 54 anos de existência, a Faculdade de Odontologia realiza, hoje, cerca de 3 mil atendimentos mensais à população de Bauru e região. “É um número expressivo, mesmo sendo este o menor câmpus da USP. E a tendência é ampliar ainda mais, a partir da maior integração que pretendemos promover entre a FOB e o Centrinho em um futuro bem próximo”, pontua a diretora.

 

Atualmente, a FOB – que inclui a Faculdade de Fonoaudiologia - conta com cerca de 250 servidores, 200 alunos de graduação e 350 de pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização).

 

Resultado

 

O World University Ranking by Subject classificou a USP entre as duzentas melhores universidades do mundo em 38 das 42 áreas de concentração avaliadas. A Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) continuam ocupando as primeiras posições, liderando em 12 áreas de concentração, cada uma delas.

Entre as 100 melhores do mundo, o Brasil tem universidades listadas em 33 áreas. Quase sempre, a USP aparece como a universidade brasileira mais bem colocada, com exceção de três áreas: linguística e engenharia elétrica e eletrônica, em que a Unicamp fica entre as posições 51 e 100; e estudos de negócios e gestão, em que a Fundação Getulio Vargas (FGV) figura entre as posições 101 e 150.

 

A FGV ainda aparece entre as posições 101 e 150 em economia e econometria. Nesta listagem, são levadas em conta, por exemplo, a opinião especializada de 76 mil acadêmicos, a análise de 28,5 milhões de trabalhos de pesquisa e 113 milhões de citações.