Notícia

Jornal da Cidade (Bauru, SP)

Odonto da USP no ‘top 20’ mundial

Publicado em 10 março 2017

Ranking divulgado nesta semana classificou a odontologia da Universidade de São Paulo (USP) como a 18.ª melhor do mundo. Além da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), a instituição de ensino mantém cursos nesta área em Ribeirão Preto e na Capital, cujas atividades também contribuíram para o resultado.

A lista internacional QS World University Ranking by Subject, elaborada pela Quacquarelli Symonds - organização britânica de pesquisa em educação especializada em instituições de ensino superior, avaliou 4.438 universidades do mundo inteiro em 46 grandes áreas de conhecimento. Entre os critérios considerados, estão o número de citações em artigos acadêmicos, o número de publicações científicas e respostas a pesquisas com empregadores e comunidade acadêmica por todo o globo.

Este é o terceiro ano consecutivo em que a USP fica entre os 20 melhores cursos de odontologia do mundo. Além da instituição, outras quatro universidades brasileiras, todas públicas, também aparecem entre as 50 melhores do ranking: Unesp (com odontologia e veterinária), Unicamp (odontologia e agricultura e ciências florestais), UFMG (cursos ligados a esportes) e UFRJ (antropologia).

A décima oitava colocação em odontologia foi o melhor resultado obtido pela USP em todo o Estado nesta edição da lista. A universidade, contudo, obteve classificação entre as 50 melhores do mundo em outras oito áreas: engenharia de minérios e minas (25.ª); ciências da atividade física e esportes (31.ª); arquitetura (35.ª); agricultura e silvicultura (35.ª); ciência veterinária (38.ª); arte e design (42.ª); antropologia (42.ª); e direito (50.ª). Em 22 áreas, a USP ficou entre a 51.ª e a 100.ª posição; em dez áreas, entre as 150 melhores; e, em uma área, entre as 250 melhores.

COMPROMETIMENTO

Diretora da FOB, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado destaca que o comprometimento já sedimentado entre profissionais e alunos com o ensino, a pesquisa e os serviços prestados à comunidade foi fundamental para o resultado. Ela lembra que a posição de destaque foi obtida pela universidade mesmo diante de um cenário de crise no País, que levou à queda na arrecadação de impostos e, por consequência, à redução do orçamento da USP desde 2014.

“Mesmo diante de um cenário político e econômico bastante conturbado, que nos levou a reduzir despesas e lançar dois planos de demissões voluntárias em 2015 e 2016, estamos fazendo nossa lição de casa, com gestão responsável do dinheiro público e sem impactar na qualidade do serviço que nós prestamos”, frisa.

Para a manutenção desta excelência, Maria Aparecida destaca a importância dos recursos obtidos por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vinculada à Secretaria de Ensino Superior [Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação] do governo do Estado, que contribuíram para a condução de boa parte dos trabalhos. “A Fapesp destina para investimento na universidade 10% dos recursos que os professores captam para pesquisas no ano anterior. E, só em 2016, foram cerca de R$ 4,4 milhões captados. Isso mostra o comprometimento da universidade, que vem fazendo jus ao investimento que recebe da sociedade paulista”, completa.