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TI Inside

ODF Alliance abre representação no Brasil

Publicado em 29 março 2007

A Open Document Format Alliance (Aliança ODF), órgão que reúne mais de 370 entidades, instituições acadêmicas e representantes da indústria com o objetivo de promover o uso e a disseminação de formatos de documentos baseados em padrões abertos, acaba de ganhar uma representação local. Surgida em de março do ano passado nos EUA, a ODF foi criada para permitir ao setor público um maior controle e o gerenciamento direto de seus próprios registros, informações e documentos, por meio de uma especificação técnica para o armazenamento de arquivos de uso comum.
A aliança, conforme explica o diretor recém-nomeado, Jomar Silva, trabalha globalmente para educar os formadores de opinião, administradores de TI e o público geral dos benefícios e oportunidades surgidas do uso de documentos em formatos abertos, além de operar no sentido de ajudar a garantir um uso consciente dos meios eletrônicos, de forma a obter o acesso total e intercambiável de arquivos entre plataformas e aplicações, mesmo quando da mudança ou avanço da tecnologia.
"Depois de se transformar no primeiro país da América do Sul a recomendar oficialmente a ODF, o Brasil, através da sua comunidade de TI, agora apóia também a criação da representação local da entidade, que propõe alternativas e oferece opções para melhorar o acesso do cidadão aos documentos eletrônicos das várias esferas de governo", diz Silva, ao adiantar que as primeiras empresas a apoiar a ODF são a IBM, Oracle, Red Hat e Sun Microsystems, além do Instituto Nacional de Tecnologia e Informática, o Ministério da Defesa e o Governo do Estado do Paraná.
Atuando no mercado de tecnologia da informação desde 1996, nas áreas de telecomunicações, desenvolvimento de sistemas, consultoria e pesquisa e desenvolvimento, Silva coordenou a articulação para a fundação do Instituto Brasil de Padrões Abertos de Software (IBPAS) e foi "advisor" em tecnologia para a adoção de padrões abertos de software, além de orientar diversas empresas na elaboração de projetos para solicitação de recursos junto a entidades governamentais de fomento (Finep e Fapesp, entre outras). Ele é engenheiro eletrônico, pós-graduado em gestão de projetos e desenvolvimento de sistemas.