Notícia

Envolverde

Obras raras sobre biodiversidade serão digitalizadas

Publicado em 14 abril 2010

Cerca de 2000 obras raras sobre a biodiversidade serão digitalizadas e disponibilizadas na internet dentro dos próximos quatro anos. O projeto Digitalização e Publicação Online de Coleção de Obras Raras Essenciais em Biodiversidade das Bibliotecas Brasileiras vai tornar acessíveis ao público vários títulos - principalmente dos séculos XVIII e XIX- que constam dos principais acervos do Brasil. As primeiras 200 obras devem ser digitalizadas já em 2010.

O projeto faz parte de uma iniciativa nacional mais abrangente, chamada Biblioteca Virtual em Biodiversidade e Meio Ambiente, que conta com a participação do Ministério do Meio Ambiente, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Associação Memória Naturalis, Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/OMS).

O custo desta iniciativa é de cerca de R$ 1,8 milhão, valor que inclui a digitalização das dual mil obras e a criação de laboratórios de digitalização em São Paulo, Belém e no Rio de Janeiro, além de um equipamento móvel. O projeto tem o objetivo geral de contribuir para o fortalecimento e desenvolvimento da infra-estrutura de informação e comunicação científica em biodiversidade e meio ambiente, e será operacionalizado em parceria com iniciativas internacionais semelhantes.

Busca ainda resgatar, tratar, disseminar e preservar o conhecimento referente ao estudo da biodiversidade brasileira, democratizando e facilitando seu uso em pesquisa, educação e gestão de políticas públicas.

Seleção

As obras serão digitalizadas e operadas online no Portal de Obras Raras Essenciais em Biodiversidade, ainda em fase de construção. A seleção será realizada pelo Comitê Consultivo, constituído por representantes das instituições que contêm os maiores acervos relacionados ao tema do Brasil: Biblioteca do Instituto de Biociências da USP, Biblioteca do Instituto de Botânica do Estado de São Paulo, Biblioteca do Instituto Oswaldo Cruz, Biblioteca do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Biblioteca do Ministério do Planejamento, Biblioteca do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Biblioteca do Museu Paraense Emílio Goeldi e Biblioteca do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

O Comitê se reúne uma vez ao ano e define as obras que serão analisadas e catalogadas seguindo padrões internacionais, de forma a possibilitar o controle bibliográfico, indexação e a recuperação das publicações.

O projeto foi assinado no fim do ano passado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA. No momento, estão sendo realizadas as definições técnicas e metodológicas, bem como os levantamentos sobre os procedimentos e equipamentos necessários para a digitalização.

(Envolverde/MMA)