A pesquisa acompanhou 5.440 participantes durante 12 anos Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a University College London , revelou que a combinação entre obesidade abdominal e perda de massa muscular — condição conhecida como obesidade sarcopênica — está associada a um aumento de no risco de mortalidade em adultos acima dos 50 anos . A pesquisa acompanhou 5.440 participantes durante 12 anos , no âmbito do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA).
A obesidade sarcopênica é considerada uma condição de alto risco para a saúde, principalmente entre idosos. Ela se caracteriza pela perda de massa muscular simultaneamente ao acúmulo de gordura, o que compromete a mobilidade, eleva o risco de quedas e reduz a qualidade de vida . Além disso, está relacionada à síndrome da fragilidade, à perda de autonomia e a outras comorbidades. Os pesquisadores demonstraram que, embora o diagnóstico da obesidade sarcopênica costume depender de exames caros e pouco acessíveis — como ressonância magnética e densitometria —, é possível identificar precocemente a condição por meio de métodos simples, como a medição da circunferência abdominal e o cálculo da massa muscular magra com base em variáveis como idade, sexo, peso, raça e altura.
De acordo com os critérios adotados no estudo, a obesidade abdominal foi definida por uma circunferência maior que 102 centímetros em homens e 88 centímetros em mulheres. Já a baixa massa muscular foi considerada quando o índice de massa muscular esquelética foi inferior a 9,36 kg/m² para homens e 6,73 kg/m² para mulheres. Os dados indicaram que a coexistência dessas duas condições tem um efeito sinérgico, amplificando o risco de morte. Indivíduos com baixa massa muscular, mas sem obesidade abdominal, apresentaram um risco 40% menor, reforçando a gravidade do quadro quando há o acúmulo de gordura associado à perda muscular. Já pessoas com obesidade abdominal isolada, mas com massa muscular preservada, não apresentaram elevação significativa no risco de mortalidade.
A pesquisa também destacou o papel inflamatório da gordura no tecido muscular. A infiltração de gordura no músculo contribui para um processo inflamatório crônico, que compromete funções metabólicas, endócrinas, imunológicas e motoras, agravando a perda de massa magra. Ao apontar métodos de triagem mais acessíveis, o estudo sugere caminhos viáveis para ampliar o diagnóstico precoce da obesidade sarcopênica, possibilitando intervenções antecipadas com foco em nutrição e atividade física, especialmente entre pessoas idosas. Os resultados foram publicados na revista Aging Clinical and Experimental Research e contam com apoio da FAPESP.
Como prevenir e tratar
Pratique exercícios físicos regularmente
Tenha uma alimentação equilibrada.
Evite o sedentarismo e o excesso calórico
Procure avaliação médica, nutricional e física
Monitore medidas corporais: atenção à circunferência abdominal: mais de 102 cm em homens e 88 cm em mulheres já é sinal de risco. Consultas regulares ajudam a acompanhar essas alterações.
Seja a sua melhor versão
@rafaelcoelhomed – www.rafaelcoelhomed.com.br