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Diário do Povo

O supercomputador

Publicado em 06 outubro 2010

Um supercomputador recebido pelo Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho (Cenapad), instalado na Unicamp, vai alavancar ainda mais o desenvolvimento e o conhecimento científicos brasileiros. A novidade vem de encontro à proposta do Cenapad de oferecer o melhor atendimento a seus usuarios, com o 2º mais potente equipamento em operação no País. "O Cenapad atende pesquisadores de todo o Brasil desde 1994. Para manter seu histórico de bom atendimento, precisa de equipamentos de qualidade e capacidade de atender às necessidades dos usuarios. A nova máquina permite alcançarmos um patamar de qualidade mais elevado", afirma o coordenador do Cenapad, o físico Edison Zacarias da Silva. Com o supercomputador, o Cenapad terá sua capacidade computacional ampliada em 25 vezes.

A aquisição do equipamento foi possível graças a um financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com dotação de US$ 1,35 milhão. A liberação foi uma resposta aos bons resultados apresentados pelo Cenapad, informa Zacarias. O equipamento anterior recebido em 2005 — uma máquina da Silicon Graphics, que custou US$ 390 mil, também financiada pela Fapesp —, resultou em grandes benefícios tecnológicos e científicos. Em 2 anos, foram produzidos mais de 200 trabalhos científicos e 30 teses de mestrado e doutorado. "Esses resultados garantiram o novo financiamento", diz Zacarias. Segundo ele, o supercomputador — um equipamento que usa processadores Power 7 da IBM, um dos mais potentes da empresa —, entra em operação nos próximos dias e será inaugurado oficialmente no dia 13.

"OUSADIA". Com maior poder de processamento, a nova máquina vai permitir projetos mais ousados, além de reduzir o tempo de espera dos pesquisadores para ter seus projetos inseridos no parque computacional. Outro diferencial é que o Cenapad, que operava com 1.5 Teraflops (um trilhão de operações de ponto flutuante por segundo) passa a dispor de 36 Teraflops. "Será a 2ª máquina mais poderosa do País a atender a comunidade científica", informa Zacarias. A 1ª está integrada ao Projeto Galileo, do Rio de Janeiro, patrocinado pela Petrobras e que opera com 80 Teraflops.

O equipamento instalado em Campinas conta com seis placas GPU (unidade de processamento gráfico) e uma arquitetura de memória compartilhada, que otimiza o processamento de dados e aumenta a velocidade da máquina.