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Hey Peppers!

O que você precisa saber para tirar sua Startup do papel?

Publicado em 31 julho 2020

Por Hey Peppers!

Uma das buzzwords mais conhecidas no mundo dos negócios, o termo “startup” hoje é sinônimo de agilidade, tecnologia e modernidade. Se você quer dar início a sua jornada empreendedora com esse tipo de negócio um dos primeiros passos é conhecer mais sobre o conceito e o que é necessário para ter sucesso a partir dele.

Primeiramente vamos esclarecer o que é uma startup não é! Não trata-se de uma definição de empresa pequena, ou de negócio “descontraído”, apesar de, muitas vezes não aparentar a solidez de negócios maiores e mais tradicionais, a startup continua sendo uma empresa séria e comprometida com resultados.

A proposta de inovar, testar, errar, experimentar de novo, até acertar é uma grande premissa nesse tipo de negócio, que preza pelo crescimento acelerado. Confiabilidade e solidez é o objetivo sempre, e com isso vale dizer que o termo startup refere-se muito mais à um etapa do negócio, do que a um modelo ou tipo específico.

Sabemos bem que, surgiu uma espécie de estereótipo de que todas as startups são “high tech”, o que não é necessariamente verdade. Há diversos tipos de empresas de variados segmentos que também passaram pela etapa de ser uma startup, e não possuíam o cunho tecnológico tão forte em seu DNA.

Com praticamente toda a “receita do sucesso” estando nas mãos dos clientes e de seus valiosos feedbacks, a startup nasce, cresce e se desenvolve a partir das respostas do mercado. Todas essas características permitem que os riscos, naturais de qualquer negócio, sejam minimizados a medida em que experimentações são feitas e a ideia é reinventada.

Mas agora vamos ao que interessa? Continue lendo e confira algumas dicas que reunimos especialmente pensando em você que deseja tirar sua startup do papel!

The profile – Será que criar uma startup é um bom negócio pra mim?

Se você já tem a ideia de empreender há um certo tempo e a vem amadurecendo essa etapa já está praticamente superada. É importante destacar isso antes de tudo, pois ainda há muitos mitos que cercam a vida de um empreendedor, especialmente quando o assunto é startups e novos modelos de negócios.

Um dos pontos fundamentais de se ter em mente é que o começo nunca será fácil, diversas habilidades e características específicas são necessárias para superar os desafios desse começo, bem como manter o negócio próspero ao longo das próximas etapas de seu desenvolvimento.

Estabelecer horários fixos para cumprir, de forma que estejam alinhados com os objetivos e metas, a escolha de local de trabalho ( que pode tranquilamente ser homeoffice), muita pesquisa, resiliência e disciplina são apenas alguns fatores a se considerar em um primeiro momento de criação do negócio.

O frio na barriga de abdicar de um emprego tradicional para investir no seu próprio sonho é perfeitamente normal, tendo em vista a dedicação exclusiva e as possíveis inseguranças que podem surgir. Contudo, contar com uma boa auto análise e com pessoas que complementam suas competências para o time é de grande importância.

Por isso, ao dar esse passo decisivo em direção ao mundo do empreendedorismo, reflita sobre os recursos que você já possui e que precisa reunir. Essa etapa é o começo de tudo, portanto se você já tem convicção de que está pronto, como futuro empreendedor, deve começar a pensar melhor sobre as ideias e os problemas que seu negócio irá, possivelmente, solucionar.

The idea – Pesquisa de ideias e geração de hipóteses

A essa altura, quem busca tirar sua startup do papel já tem uma boa noção sobre a que se propõe, certo? Porém, se você ainda têm dúvidas sobre itens chave nessa empreitada, não se preocupe. Nessa etapa podemos dizer que é imprescindível se debruçar nos estudos e pesquisas sobre o segmento.

Conhecer o terreno em que você deseja empreender ajudará bastante na documentação do plano de negócio, cálculo dos riscos, definição e limitação de investimentos, localização do negócio, identificação de forças, ameaças, fraquezas e oportunidades, etc. Primeiramente, conheça seu mercado, concorrentes, apoiadores, necessidades… em resumo, como o universo que cerca sua startup funciona.

Algumas perguntas importantes a serem respondidas são: Como você vai monetizar? Quem são seus consumidores e como você vai se conectar com eles? Quais recursos e atividades você supõe que serão necessárias?

Para cada segmento existem diversos especialistas, portais e fontes confiáveis de pesquisa, além de que você pode sempre contar com amigos empreendedores, eventos e toda a rede de networking que conseguir reunir para se inspirar e conseguir solidificar sua preciosa ideia.

The market approval – Validação

Com a ideia bem evoluída em mãos, a etapa de validação é uma parte crucial para tirar sua startup do papel e levá-la para o mundo real. Vários empreendedores afirmar insistentemente que sua ideia é perfeita e tem potencial, cometendo o erro de tentar colocá-la no mercado efetivamente sem validação. Não se pode ter a “síndrome da mãe”, quando só você considera sua ideia belíssima, pois o restante do mundo poderá dizer o contrário.

Apenas o seu cliente poderá dizer se a ideia é boa ou não, ninguém mais! Antes de dar os próximos passos na construção e implementação da ideia, é fundamental validar com clientes reais. E para isso, a etapa de validação poderá poupar tanto tempo quanto dinheiro nas próximas fases do projeto se você apenas apresentar a ideia para pessoas dentro do público-alvo mapeado e ouvir opiniões. Mesmo com a solução ainda em construção você já terá uma importante base para ajustes e aperfeiçoamentos da ideia.

Business – Trabalho em equipe

Conseguiu validar a ideia? Eba! Agora é hora de entrar no mercado e afiar ainda mais a relação da sua solução com o público-alvo. Para isso, tendo em vista o conhecido ditado “uma andorinha só não faz verão”, busque reunir uma equipe bem alinhada com os objetivos e visão do negócio. Já destacamos aqui que para empreender são necessárias várias competências, mas você não precisa ter (e dificilmente terá) todas estas.

De forma geral, uma boa startup deve ter, pelo menos, quatro competências bem definidas: gestão, tecnologia, operações e vendas. Com isso, lembre-se de que funções você precisa ocupar naquele momento específico do negócio, a equipe enxuta é uma característica de grande parte das startups e não compromete os resultados desde que todos estejam bem entrosados e tenha definição clara de tarefas, objetivos e metas.

Resources – Captação de recursos

Vale destacar aqui que, os tópicos apresentados aqui estão apresentados nessa ordem, mas nem tudo na vida ocorre de forma didática. Pode ser que algumas etapas ocorram em uma ordem diferente, especialmente quando falamos em captação de recursos financeiros para investir na startup.

Um momento propício para começar essa etapa é quando sua ideia estiver absolutamente amadurecida, validada pelos primeiros clientes e com uma equipe acreditando e fazendo ela acontecer com tanta vontade quanto você. A partir disso, pode-se pensar em possibilidades como um fundo de investimento ou um investidor-anjo. Porém, avalie bem aliar-se com um investidor não traga apenas os recursos financeiros, mas também contatos, parcerias e/ou todo o know-how possível.

Para ter respaldo e toda a segurança a que você e seu negócio têm direito, conte com uma assessoria jurídica especializada, visando alinhar as expectativas e participação desses investidores e possíveis sócios no negócio. Porém, há também a possibilidade de buscar editais como os da Fapesp, Senai e Seed para buscar investimentos.

Com isso em mente, deve-se lembrar que o retorno é o ponto mais importante que os investidores desejam ver, por isso antes de dar o primeiro passo para conseguir um investimento, valide a solução, obtenha resultados (mesmo que iniciais) para ocnseguir apresentar números e metas otimistas. Isso poderá ser o diferencial para que você consiga ganhar a atenção e o dinheiro necessário para sua startup.

O pitch

Você já ouviu falar em “pitch”?

Definido como uma apresentação rápida de sua solução e/ou negócio, com a intenção de “vender” a ideia para potenciais investidores, clientes, sócios ou parceiros, e um dos pontos de maior dedicação na etapa de captação de recursos. Um pitch pode conter em média de 3 a 5 minutos é deve despertar o interesse da outra parte pelo seu negócio, por isso deve conter apenas as informações essenciais e que diferenciem você dos demais concorrentes do segmento.

Para começar você pode reunir as informações mais importantes da sua startup, elaborar um texto e treinar essa apresentação. A princípio poderá estudar a melhor forma de apresentar o pitch sozinho, mas é importante pedir a opinião de pessoas próximas.

Em seguida, busque saber que tipo de investidores seriam interessantes e tente esse contato, no paralelo aperfeiçoe a apresentação com estudo sobre o mercado, incluindo também dados relevantes sobre resultados já alcançados e perspectivas bem embasadas. Uma informação também relevante de estar presente é a razão pela qual você busca aquele investimento e seja convincente!

Com uma boa apresentação de uma boa ideia em validação e crescimento otimistas é apenas uma questão de tempo para que a startup inicie seu processo de crescimento e escalabilidade. Na busca pelo sucesso, tão comum na jornada empreendedora você deve certificar-se de estar sempre buscando o máximo de informações e aperfeiçoando o negócio, com o reconhecimento de fraquezas e busca por oportunidades.

Já sabemos que você já começou buscando informações aqui conosco, e isso é ótimo! Por isso, gostaríamos de te convidar para ler mais um de nossos super conteúdos com 5 segredos para ser um empreendedor de sucesso. Confira o conteúdo e aproveita para compartilhar também com os amigos e futuros empreendedores!