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O que é depressão: 7 tipos que são MUITO diferentes; veja sintomas de todos eles

Publicado em 14 fevereiro 2019

A depressão é a principal causa de incapacidade nos dias atuais, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. De difícil diagnóstico, o transtorno pode ter sintomas silenciosos e discretos, que afetam o cotidiano do indivíduo ao apresentar sinais físicos e emocionais.

O que é depressão

A depressão é caracterizada, basicamente, por um quadro constante de tristeza intensa que surge aparentemente sem razão. Falta de prazer nos afazeres do dia a dia ou mesmo em atividades de lazer, desesperança, apatia e cansaço são apenas alguns dos vários sintomas da condição.

De acordo com Dr. Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), apesar de ter causas genéticas, a depressão é desencadeada por situações que afetam o emocional, como o parto ou a perda de um emprego.

O especialista afirma que maioria dos depressivos não sabe que tem o problema e também há outra parte da população que confunde o mal com ansiedade e tristeza.

Incapacitante, a depressão distúrbio atrapalha atividades rotineiras e ainda coloca a vida em risco. "Doze mil pessoas se matam por ano no Brasil, ou seja, 33 por dia, por causa da depressão. É um número muito alto e que deve ser encarado com atenção", alerta o presidente da ABP.

Tipos de depressão

A depressão se manifesta de diferentes formas e pode ainda ser categorizada em diversos tipos.

Bipolar

Transtorno bipolar, transtorno afetivo bipolar ou transtorno bipolar de humor são nomes dados a um distúrbio caracterizado pela alternância de episódios de depressão ou mania e hipomania (quadros marcados pela euforia extrema).

Segundo o psiquiatra Dr. Fábio José Pereira da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Doctoralia, os episódios podem ser curtos, longos ou ainda se apresentarem em conjunto, em um misto de mania e depressão.

Depressão funcional

A depressão funcional aparece quando a pessoa continua com suas atividades diárias de forma normal e exibe uma aparência externa de bem-estar, apesar de apresentar sintomas depressivos.

Os sinais comuns da condição são: fadiga, falta de energia, dificuldade para dormir, distúrbios alimentares, dificuldade em desfrutar de atividades que você gostava, piora na concentração, baixa autoestima, desesperança ou pessimismo.

Depressão ansiosa

Também chamada de transtorno depressivo ansioso, é caracterizada pela união dos sintomas mais comuns das duas condições, ou seja, o paciente sofre de depressão e ansiedade ao mesmo tempo.

O acometimento psiquiátrico é bastante grave e, além da tristeza profunda que afeta o emocional, ele ainda provoca sintomas físicos e pode mudar o corpo da pessoa de diversas maneiras.

Distimia

Também conhecida como transtorno depressivo persistente, a distimia muitas vezes é confundida com um simples mau humor, o que atrapalha o diagnóstico e o tratamento.

De acordo com o psiquiatra e psicanalista Dr. Mario Louzã, doutor em medicina pela Universidade de Würzburg, na Alemanha, a distimia é uma depressão de longa duração.

Depressão pós-parto

Provavelmente um dos tipos mais conhecidos e, infelizmente, mais comuns de depressão: um estudo brasileiro mostrou que, no país, o número de mães com depressão pós-parto ultrapassa os 26%.

Algumas mulheres desenvolvem o quadro depressivo depois de dar à luz porque não queriam engravidar, ou porque foram estupradas, ou ainda porque não queriam engravidar da pessoa em específico.

Entretanto, existem outros motivos. “Fatores hormonais, questões emocionais, pessoas que tenham tendência à depressão, ou histórico anterior, falta de apoio da família ou parceiros, alguns transtornos, ou até mesmo violência doméstica”, exemplifica a psicóloga Fabiane Curvo, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

Depressão profunda

A depressão profunda (ou severa) é caracterizada pela depressão persistente. Ou seja, o transtorno depressivo maior nada mais é do que uma apresentação mais intensa da condição.

Depressão psicótica

Trata-se da depressão que vem acompanhada de manifestações psicóticas. A diferenciação entre depressão comum e psicótica ainda é difícil de ser realizada pelos médicos, dificultando assim um tratamento mais específico.

No entanto, estudos indicam que pessoas que sofrem de depressão psicótica podem apresentar até mesmo alterações cerebrais, de acordo com informações reunidas pela Agência FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).