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JC Notícias (São Paulo, SP)

O que é bioeconomia, e qual o lugar do Brasil nesse campo

Publicado em 28 julho 2020

Apesar da abundante diversidade de espécies, Brasil investe pouco na produção de itens que derivam de substâncias naturais e têm alto valor agregado, como remédios. Vanderlan Bolzani, pesquisadora do BIOTA/Fapesp, comenta o cenário em reportagem do ‘Nexo Políticas Públicas’

A biodiversidade brasileira é uma fonte rica de recursos químicos e biológicos que podem ser usados para criar produtos naturais sofisticados, mas, por não investir o suficiente em tecnologia, o país desenvolveu poucos itens a partir de substâncias encontradas na fauna e na flora.

Um artigo publicado na revista Anais da Academia Brasileira de Ciências analisa o cenário e aponta caminhos para o Brasil estimular o desenvolvimento de produtos naturais de alta tecnologia, ramo que pode contribuir para o crescimento econômico e estimular novos modelos de produção sustentável.

A publicação, escrita pelas pesquisadoras Vanderlan Bolzani e Marilia Valli, integrantes do BIOTA/FAPESP, um dos parceiros do Nexo Políticas Públicas, destaca o potencial da bioeconomia, segmento que se baseia no uso racional da biodiversidade para criar produtos nas áreas de alimentos, saúde e bioenergia, entre outras.

A produção de novos itens acontece quando pesquisadores isolam determinadas substâncias da fauna e da flora e descobrem que elas podem ter novos usos (aliviar uma dor, por exemplo). A partir de então, eles replicam essas moléculas e podem usar a descoberta para novos produtos, como um novo remédio.

“A morfina é o exemplo mais emblemático de uma molécula fascinante produzida pela biodiversidade que aplicamos na medicina”, afirmou Vanderlan Bolzani ao Nexo Políticas Públicas. “Até hoje, apesar de todo o desenvolvimento de analgésicos, ainda usamos a substância ou derivados dela.”

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