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O que a Inteligência Artificial pode fazer pelo seu negócio?

Publicado em 02 março 2020

Por Ciência em Movimento

Uma das questões que tem estado nas agendas das organizações, dos governos e da sociedade em geral é como será o mundo frente aos avanços da Inteligência Artificial (IA)? Em particular, como a Inteligência Artificial pode ajudar a entregar novos produtos, serviços e processos?

O programa Ciência em Movimento realizou uma série de quatro episódios, até o momento, que tratam do tema. O primeiro como o professor José Carlos Tavares, o segundo com o pesquisador Artur Ziviani do LNCC, terceiro com Maria Luiza Reis, presidente da ASSESPRO-Rio e CEO da LAB 245 e o quarto com Adozindo Neto, empresário da Genesis Robot e da AMON Consultoria em TI.

Vários aspectos dessas quatro entrevistas foram tratados, desde a questão histórica e ética do emprego da IA, passando pela questão da pesquisa no estado do Rio de Janeiro, o evento de discussão da IA no estado do Rio de Janeiro, promovido pela ASSESPRO, o Thinking Digital 2020, e o emprego da IA nas pequenas e médias empresas.

A IA não é uma tecnologia nova. Esta já vem sendo desenvolvida desde os anos 60, mas os métodos empregados para o seu pleno desenvolvimento exigem grande poder de processamento e armazenamento. Se isto era uma dificuldade há 50 anos atrás hoje boa parte destas questões de processamento e de armazenamento estão resolvidas. Por outro lado as técnicas de IA foram aos poucos sendo incorporadas aos modelos de banco de dados, a internet das coisas e de big data, tornando esta tecnologia propícia para extrair "conhecimento" ou processar "conhecimento" nestes grandes volumes de dados.

O tema é relevante pois o processo de informatização avança mais um degrau. O próprio conceito de informatiza e automatiza já revela que a primeira, a informatização, é a automatização que proporciona informação sobre o próprio processo automatizado. Desta forma a informatização oferece o processamento das informações sobre aquilo que se automatiza.

Este processo de informatização da sociedade que se iniciou com os grande computadores militares, passando pelos mainframes, pelos computadores pessoais até chegar aos smartphones possibilitou uma enorme reconfiguração das organizações, que reduziram seus níveis hierárquicos, conectou diversas organizações distintas como se fossem uma só, redefiniu o processo de trabalho, criou novas profissões e eliminou outras tantas.

Se ao longo dos últimos 70 anos presenciamos mudanças drásticas na forma de produzir, distribuir e entregar produtos, processos e serviços, o que nos espera nos próximos 70 anos quando este processo a informatização se acentuará com a IA, principalmente quando o poder computacional aumenta, os dispositivos ficam cada vez mais interconectados e novos modelos de processamento de grandes massas de dados são desenvolvidos?

Não é à toa que países como os Estados Unidos e China estão liderando políticas para o desenvolvimento e difusão da IA nas suas respectivas economias. No Brasil há uma recente iniciativa de implantar quatro laboratórios de IA, via fundos do Ministério de Ciência e de Tecnologia e FAPESP e CGI.Br. Além disso, no Estado do Rio de Janeiro há iniciativa independente para articular os atores locais, que são muitos efetivamente, para o direcionamento e construção estratégica das pesquisas e emprego da IA na economia local.

São ações que mostram a importância do tema e de seu debate. Como toda tecnologia é necessário que seu emprego seja efetivo para ganhar escala. Desta forma, a participação dos governos locais, estados e municípios, na contratação de serviços que empreguem esta tecnologia é vital. A Lei de Inovação está ai para isto mesmo. Mais do que articulação em torno da tecnologia é necessário articulação em torno da política para o emprego desta tecnologia.