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Revista Inova

O plástico do futuro

Publicado em 01 agosto 2011

Por Revista Inova

A embalagem, batizada de PantBlottle está sendo produzida, desde 2010, no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul, onde o Grupo Braskem instalou a maior unidade industrial de eteno, derivado do etanol, do planeta. Ali são fabricadas 200 mil toneladas de polietileno verde por ano.

A Coca-Cola foi a primeira empresa a aderir à novidade na América Latina. Por ter origem parcialmente vegetal, 30% à base de cana de açúcar, a embalagem reduz a dependência da empresa em relação aos recursos não-renováveis. A cana-de-açúcar utilizada provém de fornecedores auditados, que utilizam essencialmente a irrigação natural, ou seja, a chuva, além da colheita mecânica.

Na vanguarda das iniciativas que envolvem o plástico renovável, o Grupo investiu cerca de R$ 500 milhões no Projeto do Plástico Verde, concebido com tecnologia própria. "A Braskem quer contribuir de forma diferenciada para o desenvolvimento sustentável, por meio de soluções inovadoras. O Plástico Verde faz parte de um grande avanço rumo à sustentabilidade", afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da empresa.

Desde 2008, a Braskem desenvolve pesquisas para o projeto de um plástico de origem renovável, em convênio de cooperação com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

MENOS POLUIÇÃO

Segundo a Braskem, o plástico verde retira até 2,5 toneladas de carbono da atmosfera para cada tonelada produzida de polietileno, desde a origem da matéria-prima. Funciona como se o material fosse feito de C02 capturado da atmosfera na fotossíntese da cana-de-açúcar. A empresa destaca que este é o mais competitivo entre todos os plásticos de origem renovável, o que já é amplamente reconhecido pelo mercado. Entre os compradores do produto, destacam-se Tetra Pak, Toyota Tsusho, Shiseido, Natura, Acinplas, Johnson&Johnson, Procter&Gamble e Petropack, entre outras. O plástico verde, de origem renovável, já é utilizado em produtos destinados à higiene pessoal e limpeza doméstica, embalagens de alimentos, brinquedos e utilidades domésticas.

O produto final tem exatamente as mesmas propriedades e características do polietileno tradicional, podendo ser processado nos equipamentos dos clientes sem necessidade de adaptações. A Braskem tem intensificado suas pesquisas no desenvolvimento de outros biopolímeros, especialmente do polipropileno verde. Recentemente, acertou uma parceria com o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), de Campinas, no interior de São Paulo, para a instalação de um laboratório de pesquisas na área de biotecnologia.

A empresa projeta ainda, para o segundo semestre de 2013, o investimento de cerca de US$ 100 milhões e a capacidade mínima de produção de 30 mil toneladas de propileno verde ao ano. O polipropileno é o segundo plástico mais utilizado no mundo, o que reforça as grandes possibilidades de avanço do setor. (CC) ¦