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O peso do ar sobre a saúde na Europa

Publicado em 29 abril 2019

Quase 800 mil pessoas morrem a cada ano na Europa em decorrência dos efeitos da poluição do ar. São mortes que poderiam ser evitadas e, em média, abreviam em 2,2 anos o tempo de vida dos europeus (European Heart Journal, 12 de março).

A equipe coordenada pelo pesquisador Jos Lelieveld, do Instituto Max Planck, na Alemanha, chegou a essas conclusões ao combinar informações sobre a idade e a concentração populacional nas cidades europeias; estimativas sobre o tempo de exposição aos poluentes e o impacto deles sobre a saúde.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a maior parte das cidades mais poluídas do mundo está no Oriente Médio e no Sudeste da Ásia. Mesmo assim, por causa da elevada concentração de pessoas, os prejuízos da exposição aos poluentes no Velho Continente estão entre os mais elevados no mundo.

Na Europa, em média, morrem 133 pessoas por ano em cada grupo de 100 mil em consequência de problemas de saúde associados à poluição – a média mundial é de 120 mortes por ano a cada 100 mil pessoas. A proporção é mais elevada em países do Leste europeu, nos quais excede 200 mortes por ano em cada 100 mil, e mais baixa nos países nórdicos.

A maior parte dos óbitos decorre de problemas cardiovasculares (infarto e acidente vascular cerebral) e respiratórios, consequência da ação de gases e de partículas muito finas de poluentes, que penetram nos pulmões.

Ao jornal britânico The Guardian, Lelieveld afirmou que o uso de energia de fontes renováveis poderia mitigar o impacto humano sobre as alterações climáticas e “reduzir em até 55% as mortes relacionadas à poluição atmosférica”.

O estudo estima que 8,9 milhões de pessoas morram por ano no mundo por causa da poluição. Segundo a OMS, é mais do que os 7,2 milhões de mortes anuais causadas pelo cigarro.

Fonte: Revista FAPESP