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O perigo da falta de oxigenação silenciosa da COVID-19

Publicado em 15 maio 2020

Startup desenvolve tecnologia de monitoramento remoto que capta os sinais vitais do paciente; solução baseada em oxímetro e dados em nuvem já está sendo usado por hospitais de São Paulo no enfrentamento da doença

Muito tem se falado, nesse momento de pandemia, sobre o termo “Hipóxia” que significa o baixo nível de oxigênio do sangue. Ou seja, quando a oxigenação está baixa, o paciente está em hipóxia.

E, é claro, que isso é muito ruim e perigoso, já que o oxigênio é responsável pelo funcionamento do nosso corpo.

Com a COVID-19, os pneumologistas têm se visto diante de um problema ainda maior em relação à hipóxia, já que essa nova doença tem características nunca vistas.

A inflamação causada pela doença afeta, primeiramente, o nariz e vai descendo para a região das traqueias e brônquios e, em algum momento, na minoria dos casos, pode atacar os pulmões.

O curioso, nesse caso, é que o paciente passa a ter hipóxia - baixo nível de oxigênio - sem perceber, sem se dar conta do problema. Então, ela causa uma hipóxia “silenciosa”, que os americanos estão chamando de “Happy Hipoxia”. Uma pessoa está aparentemente bem, conversando no celular, por exemplo, mas correndo riscos com um quadro grave da doença.

Entre os desafios da COVID-19 está, portanto, o reconhecimento dos pacientes que estão passando por isso. E nessa hora, o ideal é ter um aparelho que é o “oxímetro”, que mede o nível de saturação de oxigênio no corpo, através da cor do sangue.

Diversos estudos já mostram que o retardo na identificação da hipóxia pode ser muito nocivo para o prognóstico do paciente.

Hospitais da capital paulista já estão utilizando e outros testando o uso do oxímetro, tanto em ambiente hospitalar, quando em domiciliar, numa fase pré-hospitalar para saber se a pessoa precisa ou não ir ao hospital. O aparelho é fundamental na identificação da hipóxia silenciosa.

A solução da Biologix no combate ao Coronavírus

A solução da Startup Biologix é um oxímetro de alta resolução com bluetooth, que conta com certificações da ANATEL e ANVISA, um app para celulares e softwares na nuvem.

O objetivo é fazer o monitoramento remoto do nível de oxigênio e frequência cardíaca de pacientes internados em áreas de isolamento nos hospitais.

O oxímetro capta os sinais que são enviados, em tempo real, para uma plataforma na nuvem e os profissionais de saúde acompanham os dados à distância, de forma precisa.

O sistema pode ser instalado em qualquer enfermaria ou hospital de campanha, com custo baixo, sem equipamentos hospitalares caros. Basta que o local tenha um computador ou tablet conectado à internet, que passa a funcionar como uma Central de Monitoramento.

De acordo com o engenheiro eletrônico e fundador da Biologix, Tácito de Almeida, o oxímetro da Biologix é preciso, tendo sido calibrado seguindo normas rigorosas e validado no laboratório do sono da Disciplina de Pneumologia do Instituto do Coração (InCor).

“Todas as funcionalidades do oxímetro foram criadas em tempo recorde e, graças à um íntimo contato com as equipes médicas que atuam na ponta, o produto segue com melhorias contínuas. Nosso objetivo é entregar soluções simples e eficientes para a equipe de saúde que está no campo de batalha, quer seja em hospitais tradicionais ou em hospitais de campanha. Estamos preparados para ajudar todo o Brasil, e já temos demanda internacional”, explica Tácito.

Sobre a Biologix

O fundador da empresa é o engenheiro elétrico e empreendedor serial Tácito de Almeida. Após vender sua empresa de monitoramento de máquinas agrícolas para uma multinacional americana líder mundial no setor, fundou a Biologix em 2015. O objetivo foi trazer toda a tecnologia aprendida no setor agrícola para monitorar pacientes a distância e, para isso, Tácito buscou a expertise do Prof. Dr. Geraldo Lorenzi Filho, pneumologista e especialista em Medicina do Sono, professor associado da Faculdade de Medicina da USP e Diretor do Laboratório do Sono do InCor.

A empresa conta, hoje, com uma equipe de 22 funcionários e já recebeu dois aportes PIPE fase III da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), sendo o primeiro de RS 800.000,00 (2017) e o segundo de RS 1.500.000,00 (2020). No final de 2019 a Biologix recebeu um aporte de um grupo de médicos, bem como do Hospital Israelita Albert Einstein.

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