“Tirpe divina”, “vírus da vacina” e “presente de Natal antecipado” foram alguns dos termos usados ??para descrever a variante Omicron do SARS-CoV-2 no final de 2021, quando ficou conhecida na África do Sul. Estudos alertaram que essa cepa do novo coronavírus é, de fato, menos competitiva que as anteriores, entre outros fatores, por ter menor capacidade de invadir o tecido pulmonar. Por outro lado, a maior afinidade com as células do trato respiratório superior acaba por conferir ao Ômicron uma força de disseminação comparável à do sarampo, um dos patógenos mais contagiosos já descritos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Omicron infecta outras cem pessoas a cada três segundos em todo o mundo. No Brasil, isso resultou em sucessivos registros de casos diários de Covid-19. Somente na sexta-feira (28) foram registradas 269. 968 novas infecções. A média móvel de instâncias nos últimos sete dias 25. 034. 806. Para os especialistas ouvidos pela Agência Fapesp, o fato de o número de internações e mortes por Covid-19 não estar crescendo na mesma proporção tem mais a ver com a imunidade passada da população – seja por vacinação ou por infecções. com as características intrínsecas da doença.
Pessoas não vacinadas contra o COVID-19 têm 97 vezes mais chances de morrer de COVID-19 do que outras pessoas vacinadas e receberem uma dose de reforço, de acordo com dados apresentados quarta-feira (2) pelo diretor dos Centros de Controle de Doenças dos EUA. Eua e prevenção, Dr. Rochelle Walensky. “As doses de vacinação e reforço reduzem particularmente a ameaça de morte por covid-19”, disse Walensky em uma apresentação através da Equipe de Resposta COVID-19 da Casa Branca apresentando os insights reunidos na semana que termina em 4 de dezembro.