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O motor do tamanho de uma molécula

Publicado em 09 setembro 2011

Qual será o motor do futuro? Muito se especula e até dizem que ainda não existe um motor movido a água porque isto não interessa à indústria. São elucubrações que não se pode levar a sério, mas os engenheiros dizem que atualmente o motor movido a célula de hidrogênio só não é uma realidade porque ainda não se conseguiu fazer uma "pilha" pequena, leve e com capacidade para movimentar um carro com boa autonomia.

Agora, segundo a Agência Fapesp, nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores desenvolveram um motor do tamanho de uma molécula, movido a eletricidade. Estes pesquisadores são da Universidade Tuffs e o trabalho foi publicado na revista Nature Nanotechonology. Parece coisa de internet ou de ficção, mas é realidade.

Este motor mede somente um nanômetro de comprimento. Nem pense em imaginar o que seria isto, pois é impossível de se acreditar. Só para se ter uma idéia do seu tamanho, imagine que seria preciso um bilhão deles enfileirados para se chegar a um metro. Mas motores nanicos não é novidade, já que existe um motor com 200 nanômetros de comprimento. Coisa enorme.

É claro que o anúncio de tal motor está muito mais no campo da curiosidade Mas um dos autores do estudo, Charles Sykes, é muito otimista quando ao progresso tecnológico:

"Tem havido um progresso significativo na construção de motores moleculares movidos a luz e por reações químicas, mas essa é a primeira vez que um motor molecular movido a eletricidade é demonstrado. Fomos capazes de demonstrar que podemos fornecer eletricidade a uma única molécula e conseguir com que ela execute algo que não seja aleatório", disse Charles Sykes.

Os pesquisadores querem que o feito seja inserido no livro Guinness World Records. Sykes e seus colegas controlaram e observaram o motor molecular com eletricidade com a ajuda de um microscópio de tunelamento LM-STM, que opera em baixas temperaturas. O equipamento emprega elétrons no lugar da luz para "ver" moléculas. Os cientistas verificaram que, ao controlar a temperatura da molécula, controlavam também sua rotação. Temperaturas em torno de 267 ºC negativos se mostraram ideais para observar o funcionamento do motor molecular.

Para o futuro, o desafio será fazer com que o motor molecular opera em temperaturas mais elevadas.