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Banco Hoje

O mesmo futuro sob vários ângulos

Publicado em 01 agosto 2008

Cios de importantes bancos que operam no país, cientistas, financiadores de projetos de pesquisa e a liderança profissional dos diferentes segmentos da tecnologia da informação participaram, separadamente, este mês, de três encontros promovidos por BANCO HOJE, e tiveram como ponto de referência o futuro.

O sentido das três reuniões foi absolutamente pragmático. O futuro não foi tratado como um item ornamental, mas como ponto de referência e orientação básica das atuais pautas de cada um. O futuro é um só, mas foi visto pelos três grupos sob perspectivas diferentes.

Três prioriades

Os que dirigem a ação presente e o planejamento futuro da Ti dos grandes bancos sabem que precisam, urgentemente, desativar o "apagão de profissionais qualificados", que vai se agravar e exigir decisões dos diretores de recursos humanos.

Os cientistas sabem que o país tem, diante de si, o desafio de administrar o uso da terra, que se tornará escassa para as demandas mais importantes do futuro: a produção de alimentos, energia e oxigênio.

A liderança profissional da comunidade de Ti assumiu que o fator crítico da área em que trabalham é a inclusão social e, portanto, é mais importante que as prioridades anteriores. Sendo fator político, requer a união das entidades em ações de maior impacto.

O desafio dos departamentos de RH

A reunião dos Cios teve o suporte de uma das instituições mais envolvidas mundialmente nas visões de futuro, a Gartner. A moderação foi feita por Carlos Eduardo Fonseca (Karman), diretor de tecnologia da Febraban e presidente do CIAB. A reunião foi valorizada pela presença da vice-presidente de tecnologia da Caixa Federal, Clarisse Copetti, a diretora de Ti do BB Gloria Guimarães, Cios de outros bancos, presidentes da Sun e Eccox, presidente da universidade privada de maior crescimento, a UNIESP.

A carência de mão-de-obra qualificada é, hoje, uma questão vital da economia brasileira e tende a ser mortal para as necessidades das instituições financeiras do futuro. Está ficando tarde para prevenir este futuro explosivo. O poder público e os administradores de RH de cada banco estão perdendo a batalha.

Os cientistas e o etanol

A reunião dos cientistas teve a liderança de um dos mais conceituados cientistas do país, o Diretor Científico da Fapesp e ex-reitor da Unicamp, Carlos Henrique de Brito Cruz. o coordenador da reunião foi o professor Gabriel Marão, perfeccionista convicto, engenheiro eletrônico e ex-vice-presidente da Itautec.

As exposições do professor Brito Cruz e de outros participantes deixaram claro que, no futuro, as terras brasileiras, consideradas abundantes, se tornarão escassas ante a demanda brasileira e internacional de alimentos, energia renovável e o reflorestamento necessário. O nó desse impasse só tem uma saída: a elevação substancial da produtividade da cana-de-açúcar, objetivo possível mas que, no entanto, requer investimentos.

Participaram desta reunião, entre outros, o vice-secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Vadson do Carmo, um dos diretores da Dedini que se dedica a pesquisas neste mesmo sentido.

As lideranças e a inclusão

A reunião das lideranças profissionais surpreendeu pela convergência. As entidades participantes congregam comunidades diferenciadas que trabalham com Ti. Elas vêm atuando de forma isolada, esforçando-se paralelamente, em defesa de suas categorias. As lideranças manifestaram a inquietação quanto ao fato do Brasil estar perdendo a grande oportunidade de exportar seu talento sob a forma de serviços tecnológicos.

A defasagem entre necessidade e disponibilidade de mão-de-obra qualificada é um problema econômico e, principalmente, social e político; o desenvolvimento da Ti é um caminho inevitável para a inclusão social de grandes camadas da população: Converte a parcela de população de baixa renda em população ativa e produtiva, que é oportunidade para as pessoas e para o conjunto do país. É a fórmula simples para os BRICs assumirem a liderança da economia mundial.

As decisões políticas precisam chegar agora sob a forma de políticas públicas, relacionadas, por exemplo, a tributações, padronizações, compras públicas e ensino técnico. As entidades da área tecnológica vão se unir em ações políticas na mesma direção.

Mais informações: http://www.bancohoje.com.br/SITE/SITE/ | caw@bancohoje.com.br