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TV Brasil

O efeito Trump no aquecimento global

Publicado em 09 junho 2017

Até que ponto a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de rejeitar o Acordo de Paris vai comprometer o plano global de combate ao aquecimento do planeta? No Diálogo Brasil desta segunda-feira (TV Brasil, 22h), a coordenadora de Política e Direito Socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), Adriana Ramos, diz que o líder norte-americano está “fora de sintonia com a história”. Já o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Matias Franchini alerta para a perda de velocidade do processo de enfrentamento das mudanças climáticas.

Ambos concordam que a evolução para uma economia limpa é irreversível e o mercado de energia já está migrando das fontes fósseis (poluentes) para as renováveis (limpas). Por sua vez, destacam os efeitos negativos da posição de Trump, que favorece setores ainda apegados ao discurso de negação das mudanças climáticas. Nesse aspecto, Matias lamenta que o diálogo entre a ciência e a política seja contaminado por interesses marginais.

O professor da UnB, que é argentino, citou a Costa Rica, o Uruguai e o Chile como líderes latino-americanos na questão ambiental e disse que, no Brasil, o quadro se deteriora desde 2011. Adriana Ramos não apenas concorda, como afirma que, se propostas de emenda constitucional hoje em tramitação no Congresso Nacional forem aprovadas, o Brasil dará contribuição ao planeta pior do que a de Trump.

Também participam do programa, com depoimentos em vídeo, o professor, físico e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, e o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl. O Diálogo Brasil vai ao ar toda segunda-feira, sempre às 22h