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A Tribuna Piracicabana

O desastre de Mariana, anos depois, é tema de doutoramento em pesquisa

Publicado em 04 dezembro 2020

Por Da Redação

Vestuário do Rio Doce continua afetado com alto risco de eutrofização, e faz parte de dourado de Hermano Melo Queiroz Divulgação O rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015 é considerado um dos piores desastres ambientais ocorridos no Brasil. Após o rompimento da barragem, os rejeitos de mineração ricos em óxidos de Fe percorreram aproximadamente 600 km até alcançar o estuário do Rio Doce na cidade de Regência no Estado do Espírito Santo. Um estudo que acabou deser publicado na revista J] ourmnal of Environmental Management constatou que, dois anos após o desastre, os níveis de fósforo dissolvido em água ultrapassaram em cinco vezes os permitidos pela CONAMA.

O estudo integra o doutorado do pesquisador Hermano Melo Queiroz, do programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (E sala USP), quetem a orientação do professor Tiago Osório Ferreira do departamento de Ciência do Solo. Hermano Queiroz lembra que, durante o percurso através da bacia do Rio Doce, o rejeito cruzou cidades, vilas e fazendas. “ O material do rejeito érico em óxidos de Fe, minerais que têm alta afinidade com fósforo, ou seja, os óxidos de Fe presentes no rejeito carrearam grandes quantidades de fósforo para o estuário ”.

Dois anos após a chegada do rejeito, os pesquisadores observaram que as condições biogeoquímicas do estuário favorecem a dissolução dos óxidos de ferro, levando a uma liberação de fósforo na água do estuário. “ Nossos resultados indicam que os óxidos de ferro estão funcionando como uma fonte continua de fósforo no ecossistema estuarino levando a um potencial risco de eutrofização ”. A eutrofização éo processo que desencadeia a produção em excesso de algas, o que pode acarretar diminuição da concentração de oxigênio na água e ocasionar a morte de diversos outros organismos, como peixes. O estudo contou com financiamento da FAPESP, FAPES, CAPES e CNPq além da colaboração de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal Fluminense e da Universidade de Santigado Compostela da Espanha.  Estudo integra o doutorado do pesquisador Hermano M. Queiroz