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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

O Conselho Universitário realiza sessão solene pelos pelos 45 anos da Unicamp

Publicado em 05 outubro 2011

Por Luiz Sugimoto

A Unicamp comemorou oficialmente seus 45 anos com uma sessão solene do Conselho Universitário, na noite desta quarta-feira, com a presença de inúmeras autoridades no Centro de Convenções. A Universidade, ainda que jovem, já pertence a um grupo de instituições cuja atuação traz contribuição indiscutível à sociedade, tendo ampliado significativamente, ao longo desse período, todos os seus indicadores de produtividade acadêmica e mantendo-se fiel ao modelo implantado por seu fundador, Zeferino Vaz.

O reitor Fernando Costa, presidindo a sessão solene: "A direção da Universidade é sempre dada pelo Conselho Universitário" Em seu discurso, o reitor Fernando Costa manifestou sua satisfação e orgulho por estar à frente da administração da Unicamp nesta data. "Os dirigentes têm um papel importante, mas a direção da Universidade é sempre dada, nos últimos trinta anos, por seu órgão colegiado maior, que é este Conselho Universitário. É um órgão importante e que tem contribuído de maneira fundamental para o que a Unicamp é hoje, consolidada como um dos principais centros brasileiros de formação de pessoas e produção científica de qualidade".

O professor Edgar Salvadori De Decca, coordenador-geral da Universidade, lembrou que em 1966, ano da fundação, optou por ingressar no curso de física da USP e, por coincidência, alguns dos seus primeiros professores e mesmo veteranos que lhe aplicaram trotes, vieram formar o Instituto de Física da Unicamp. "O interessante é que aquela escolha se mostrou muito distinta quando, em 1977, vim ao gabinete do reitor Zeferino Vaz, junto com o professor João Manuel Cardoso de Mello, assinar o contrato como docente do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Só tenho a agradecer à Universidade por essa trajetória que aqui vivi".

O ex-reitor José Tadeu Jorge: lembrando o papel importante da sociedade campineira para a criação de uma universidade na cidadeO professor José Tadeu Jorge, um dos ex-reitores que compuseram a mesa, afirmou que a Unicamp foi um projeto bem sucedido por conta das pessoas, a começar pela sociedade de Campinas que travou uma batalha imensa para ter uma universidade, intuindo que havia necessidade de um centro de referência para que a cidade avançasse e tivesse destaque no cenário nacional. "O projeto acabou caindo nas mãos do professor Zeferino Vaz, que estabeleceu princípios de um modelo de universidade que hoje sabemos vitorioso, com uma visão muito à frente do que se pensava para o ensino superior no Brasil em 1966".

O ex-reitor Carlos Henrique de Brito Cruz: "A Unicamp é uma das melhores do mundo e seu desafio, hoje, é da internacionalização"Outro ex-reitor, Carlos Henrique de Brito Cruz, atualmente diretor-científico da Fapesp, coloca a Unicamp entre as melhores universidades do mundo, apesar de tão jovem. "Todas as outras instituições que integram estes rankings têm muito mais idade e, em 45 anos, a comunidade da Unicamp conseguiu desenvolver e estabelecer uma universidade com grande intensidade de pesquisa, um corpo docente extremamente qualificado e que forma e atrai estudantes muito bons. Seu desafio, hoje, é da internacionalização, conectando-se mais intensamente com as melhores universidades do mundo, o que requer uma ação da administração e dos professores na busca de oportunidades de colaboração internacional".

O professor João Grandino Rodas, reitor da USP: "O que a Unicamp fez em 45 anos, nenhuma instituição do Brasil fez até hoje"O atual reitor da USP, professor João Grandino Rodas, disse que fez questão de estar presente à cerimônia por considerar a criação da Unicamp um milagre, fruto de um espírito inovador. "Vivíamos numa época difícil, de monopólio de uma única universidade no Estado de São Paulo e com dificuldade de se encontrar pessoas que deixassem a inércia de lado e ousassem. Zeferino Vaz fez isso, mas não sozinho: muitos que começaram com ele estão aqui nessa mesa. Se criar a universidade foi algo estonteante, o que fez a Unicamp em 45 anos nenhuma outra instituição fez no Brasil até hoje. Nós da USP gostaríamos que a Unicamp não deixe de ter aquele fervor inicial".