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Planeta Universitário

O círculo virtuoso da Inovação

Publicado em 03 dezembro 2015

A Universidade Presbiteriana Mackenzie foi das primeiras instituições particulares a contar com o apoio da FAPESP para o desenvolvimento de pesquisa: em 1962 – no primeiro ano de funcionamento da Fundação –,Pierre Kaufmann obteve auxílio para o projeto sobre cintilações de radioestrelas. Desde então, o físico Kaufmann e muitos outros professores e alunos da Universidade vêm regularmente recebendo auxílios e bolsas para a realização de suas pesquisas.

A relação entre a FAPESP e a Universidade Mackenzie estreitou-se ainda mais em 2013, quando a Fundação aprovou o projeto temático Grafeno: fotônica e optoeletrônica: colaboração UPM-NUS, desenvolvido no Centro de Pesquisa Avançada em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologia (Mackgrafe) em colaboração com o Centro de Pesquisa de Grafeno da Universidade Nacional de Cingapura (mais informações sobre o Mackgrafe leia agencia.fapesp.br/17285/).

O apoio da FAPESP se dá no âmbito do Programa São Paulo Excellence Chairs (SPEC). 

O modelo de operação do MackGrafe foi um dos exemplos que ilustraram a palestra de José Goldemberg, presidente da FAPESP, em encontro promovido pelo Núcleo de Estudos Avançados (NEA) do Mackenzie, no dia 30 de novembro.

Falando sobre A inovação gerada na universidade, a parceria com empresas e o governo, e sua contribuição efetiva à comunidade, Goldemberg disse que “o MackGrafe multiplicou por quase oito vezes os valores médios anuais em bolsas e auxílios concedidos pela FAPESP à universidade”.

E acrescentou: “É preciso multiplicar iniciativas como esta. É preciso identificar cientistas de alto nível, que trabalham fora do país, para nuclear pesquisas inovadoras”.

O projeto de pesquisa no âmbito do programa SPEC é coordenado pelo físico brasileiro Antonio Hélio de Castro Neto, professor da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e diretor do centro de Cingapura, que permanece no Brasil por pelo menos 12 semanas no ano, período em que colabora com pesquisadores do MackGrafe na orientação de um grupo de bolsistas da FAPESP, de pós-doutores a alunos de iniciação científica.

As perspectivas de sucesso desse modelo de colaboração “deixam claro que quem faz pesquisa e desenvolvimento no Brasil não é só órgão de governo”, acrescentou o presidente da FAPESP.

As características do grafeno – dureza, extrema leveza e espessura, e capacidade de conduzir calor e eletricidade mais do que qualquer outro material conhecido – abrem um leque de avançada pesquisa tecnológica para sua utilização. Como, por exemplo, no desenvolvimento de computadores ultrarrápidos, transistores com a espessura de átomos, dispositivos médicos mais seguros ou aparelhos eletrônicos flexíveis, além de muitas outras aplicações ainda a serem estudadas.

Goldemberg lembrou ainda que o círculo virtuoso da inovação envolvendo universidade, empresa e governo, com vista a contribuir efetivamente para a comunidade, se completaria com a adoção do fundoendowment – formado com recursos de ex-alunos (pessoas física e jurídica), cujo lucro é aplicado na implementação de projetos determinados – e com a criação de Parques Tecnológicos.

Participaram do evento o reitor da Universidade Mackenzie, Benedito Guimarães Aguiar Neto; o presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie, Mauricio Melo de Meneses, o coordenador do NEA, Reynaldo Marcondes, os ex-reitores Manassés Claudino Fonteles e Claudio Lembo, e o professor titular Carlos Guilherme Mota, entre outros. 

Agência FAPESP