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O câncer é uma doença que pode ser evitada e curada

Publicado em 13 setembro 2006

O IV Congresso Internacional de Oncologia Clínica e Imunobiomodulação traz ao Brasil renomados especialistas e pesquisadores mundiais e os mais recentes avanços no tratamento do câncer. Entre os dias 6 e 9 de setembro de 2006, o Centro Fecomércio Eventos, em São Paulo, comportará aulas, palestras, simpósios e painéis, ministrados e coordenados por grandes autoridades em cada um dos assuntos abordados.

É o caso do dr. Marcos Brasilino de Carvalho, cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Heliópolis e, no IV ICOI, coordenador do Painel de Câncer de Cabeça e Pescoço, que acontece no dia 7 de setembro e reunirá importantes especialistas para abordar amplamente este tipo de câncer, desde seu prognóstico, até a aplicação dos estudos mais atuais.

Originado, principalmente, na boca, faringe e laringe, o câncer de cabeça e pescoço costuma se manifestar sob a forma de uma ferida. O tipo mais comum é o chamado carcinoma epidermóide, que se espalha pela via linfática, formando nódulos semelhantes às conhecidas 'ínguas', provenientes de inflamações.

"A diferença é que estes nódulos, contrariamente ao que acontece numa infecção, crescem lentamente. No início aparecem de um único lado, não doem e não são acompanhados dos sinais clássicos de uma infecção: febre, astenia, dores no corpo, etc", esclarece dr. Brasilino.

O principal fator de risco deste tipo de câncer é a agressão prolongada das células localizadas nesta região. "Trata-se de região exposta aos produtos da queima do tabaco, ao álcool e às substâncias carcinogênicas presentes no ar", reforça dr. Brasilino. "Em vista disso, a doença atinge, principalmente, fumantes, pessoas que ingerem bebidas alcoólicas com freqüência e trabalhadores submetidos à exposição ocupacional".

Além disso, ele afirma que há uma relação com a dose e o tempo, ou seja, quanto mais intensa a agressão e quanto mais prolongados seus períodos, maior o risco de desenvolver a doença.

"Após longos anos de desinformação e medo, o câncer começa a se desmitificar. A população já percebe duas verdades: a primeira, que o câncer é uma doença que pode ser evitada, e a segunda, que é uma doença curável", afirma dr. Brasilino. Segundo ele, a partir desta constatação, há um estudo aprofundado de como avançar nos tratamentos. Isto porque, muitas vezes, as características clínicas do tumor — e mesmo o exame sob microscópio das células que o compõem — não são suficientes para avaliar qual será o seu comportamento.

No caso do câncer de cabeça e pescoço, por exemplo, "não se pode dizer que todos os indivíduos que fumam e bebem terão câncer, como também não é correto afirmar que todos aqueles totalmente abstêmios do tabaco e de bebida alcoólica estão livres de ter um tumor maligno". Da mesma forma, nem todos os casos de câncer tratados precocemente são definitivamente curados, como nem todo tratamento de doença de longa evolução terá resultado desfavorável.

"A partir desta questão é que se deu início aos estudos moleculares e genéticos, tanto dos tumores quanto dos indivíduos que os desenvolvem", lembra dr. Brasilino.

Estes estudos visam a individualizar a prevenção e o tratamento. O módulo de cabeça e pescoço, a ser desenvolvido no IV ICOI, se baseia na discussão de como adequar o tratamento e a percepção do que se espera dele, conforme as características genéticas do tumor e do hospedeiro.

As pesquisas sobre a agressividade tumoral, desenvolvidas pelo projeto Genoma Clínico, com o apoio da Fapesp e a participação do Hospital Heliópolis e de vários centros do Estado de São Paulo, também caminham nesta direção. "O objetivo é a identificação de variáveis que indiquem quais os pacientes que se beneficiariam com um tratamento mais conservador e quais os que, por seu perfil genético, devem apresentar um comportamento biológico mais agressivo. Nestes últimos, o tratamento deve ser mais abrangente, com o concurso das três armas atualmente disponíveis: cirurgia, radioterapia e quimioterapia".

Painel de Câncer de Cabeça e Pescoço

18h30

Infecção pelo vírus HPV e carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço

Dr. Roberto Elias Miguel

18h50

Fatores prognósticos do carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço

Dr. Otávio Alberto Curioni

19h05

Estado atual e perspectivas para a validação de marcadores moleculares

de prognóstico em carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço

Dra. Adriana Madeira Álvares da Silva

19h25

Reatividade linfonodal nas metástases de carcinoma epidermóide das vias aerodigestivas superiores

Dr. Ali Amar

19h40

Polimorfismos genéticos e em carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço

Dra. Sheila Gregório

19h55

Novas tecnologias no tratamento do câncer avançado de cabeça e pescoço

Dr. Orlando Parise Jr.

20h15

Discussão

IV ICOI — Congresso Internacional de Oncologia Clínica & Imunobiomodulação

Data: 6 a 9 de setembro de 2006

Local: Fecomercio

Endereço: Rua Plínio Barreto, nº 285, São Paulo, SP

Organização: VGS Congressos

Inscrições: www.icoi2006.com.br

Informações: e-mail: icoi2006@uol.com.br Tel: (51) 3318-5730/3318-5733

Contatos: Sandra Galeotti e Gabriela Costa Dias