Notícia

Correio Popular

Núcleo atua com projetos de software

Publicado em 12 novembro 2004

Outro espaço aberto para abrigar novos empreendedores é o Núcleo Softex. A incubadora trabalha com projetos que desenvolvam softwares. A diretora do núcleo, Dinéa Arissoto, afirmou que hoje existem sete empresas incubadas. Para ela, é importante a disseminação da importância do papel desses espaços na criação de empresas de base tecnológica no País. "As empresas ficam incubadas por três anos'', disse Ela explicou que 70 colaboradores atuam nas empresas incubadas no Softex. O faturamento médio mensal do conjunto das setes firmas atinge R$ 190 mil. Outra porta aberta para os interessados em apostar nas inovações tecnológicas é a Incubadora da Universidade Estadual de Campinas (Incamp). No espaço estão 10 empresas. A reportagem da Agência Anhanguera de Noticias (AAN) tentou contato com um responsável pela incubadora, mas foi informada que não havia ninguém ontem para tratar sobre o assunto. O número de trabalhadores vinculados a atividades de empresas incubadas, graduadas ou que apenas usam os serviços especializados das incubadoras chega a 27 mil em todo o País. O coordenador da incubadora da Ciatec Décio Siborne Júnior, comentou que há empresas incubadas no local que empregam 38 pessoas. No Núcleo Softex, também há casos de empresas com mais de 30 funcionários. Em geral, os negócios começam da mesma forma: os próprios empreendedores arregaçam as mangas e dão início ao desenvolvimento dos projetos. Um bom exemplo é o da Tempo Soluções em Informática que está incubada na Ciatec há dois anos e meio. O trabalho começou com os quatro sócios e hoje 15 pessoas atuam na empresa que investe na criação de softwares e jogos para celulares e computadores. O diretor da Tempo, Rafael Nanya de Souza, 24 anos, afirmou que o crescimento da empresa só foi possível por conta do suporte prestado pela incubadora. O faturamento da empresa neste ano vai atingir R$ 300 mil. A expansão dos negócios vai a todo vapor e a Tempo já exporta jogos para celulares a clientes alemães. O produto também é oferecido a comprados americanos e europeus por meio de um site especializado em jogos eletrônicos. Souza lembrou que os quatro sócios da empresa estudaram na Universidade Estadual de Campinas e apostaram em um empreendimento próprio. Ele comentou que dentro das incubadoras há mais oportunidade de conseguir verbas para pesquisa e desenvolvimento dos projetos. A mesma visão tem Monique Inês Seregen, 46 anos, proprietária da Pró-Vitro. A empresa é especializada na produção de clones de flores como orquídea e copo-de-leite e está incubada na Ciatec. Monique ressaltou que os recursos injetados por órgãos como o Sebrae e a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) são fundamentais para o desenvolvimento e capacitação das incubadas. O Sebrae informou que neste ano serão injetados R$ 18 milhões nas incubadoras. "A consultoria prestada pelos técnicos é muito importante", salientou. (AL/ AAN)