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Novo supercomputador do Inpe está entre os 30 mais poderosos do mundo

Publicado em 29 novembro 2010

De acordo com a lista Top 500, que classifica os sistemas computacionais mais rápidos do mundo, o Tupã, novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ocupa o 29º lugar, a mais alta colocação já alcançada por uma máquina instalada no Brasil.

Segundo a listagem, o computador brasileiro — que deve entrar em plena no início de 2011 — também é considerado o mais poderoso do hemisfério Sul. O Top 500 é produzido a cada seis meses.

Com velocidade máxima de 258 TFlops, equivalente a 258 trilhões de cálculos por segundo, Tupã é hoje o terceiro mais poderoso entre os supercomputadores dedicados à previsão numérica operacional de tempo e de clima sazonal.

Considerando as aplicações para mudanças climáticas, fica em oitavo lugar. Com a máquina, o Brasil poderá apoiar o quinto relatório do IPCC, painel da ONU que avalia as conseqüências do aquecimento global.

Instalado no Inpe de Cachoeira Paulista (SP), atenderá aos centros de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) e de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do próprio instituto, além dos grupos de pesquisa, instituições e universidades integrantes da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas (Rede CLIMA) do MCT, do Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas.

Avanços nas previsões do instituto

Com o Tupã, o Inpe poderá gerar previsões de tempo mais confiáveis, com maior prazo de antecedência e de melhor qualidade, ampliando o nível de detalhamento para 5 km na América do Sul e 20 km para todo o globo.

Será possível prever ainda eventos extremos com boa confiabilidade, como chuvas intensas, secas, geadas, ondas de calor, entre outros. As previsões ambientais e de qualidade do ar também serão beneficiadas, gerando prognósticos de maior resolução, de 15 quilômetros, com até seis dias de antecedência.

A nova máquina também será fundamental para o desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global, que incorporará todos os elementos do Sistema Terrestre (atmosfera, oceanos, criosfera, vegetação, ciclos biogeoquímicos, etc), suas interações e como este sistema está sendo perturbado por ações antropogênicas (por exemplo, emissões de gases de efeito estufa, mudanças na vegetação, urbanização, etc.).

Fonte: Agência Espacial Brasileira

Foto: Divulgação/Inpe