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Novo sistema interliga sete campus da Unesp e facilita pesquisa científica

Publicado em 20 junho 2008

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) começará a operar, no início do segundo semestre, em sete locais do Estado, o maior cluster computacional da América Latina – sistema de vários nós de processamento acoplados, que funcionam como se fossem um único computador.

O Projeto GridUnesp (Integração da Capacidade Computacional da Unesp), com tecnologia da Sun Microsystems, permitirá a grupos de pesquisa da universidade o acesso aos mais elevados níveis de capacidade de processamento e armazenamento de dados em física de partículas, genética, meteorologia, medicina e outras áreas de investigação científica.

O custo do projeto, cerca de R$ 3,1 milhões, foi financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A infra-estrutura computacional inclui processadores Intel e consiste de um cluster central, a ser instalado no novo campus da universidade em São Paulo, na Barra Funda, e sete secundários. As cidades interligadas serão Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro, São José do Rio Preto e São Paulo (a capital abrigará o cluster central e um específico para o seu campus).

O sistema central terá 2.048 núcleos de processamento e capacidade de desempenho de aproximadamente 23,2 teraflops (trilhões de cálculos por segundo). O complexo formado pelo cluster central e os outros sete somará 33,3 teraflops.

Acessível a todos – A Sun Microsystems do Brasil para o GridUnesp foi escolhida com base nas exigências da Lei de Licitações e Contratos e precedida de ampla consulta a empresas especializadas em processamento computacional de alta capacidade. “A Sun foi selecionada por ter apresentado as melhores características técnicas e o melhor preço”, afirma o coordenador-geral do GridUnesp, Sérgio Ferraz Novaes, professor do Instituto de Física Teórica (IFT) do campus de São Paulo.

O sistema terá administração, operação e manutenção centralizadas, e será acessível a qualquer pesquisador da universidade. Segundo Novaes, o projeto atende às áreas de pesquisa que requerem processamento, análise e armazenamento de grandes quantidades de dados. São exemplos dessas áreas as de seqüenciamento genético, previsão de tempo, modelagem molecular e celular, reconstrução de imagens médicas, desenvolvimento de novos materiais, química quântica, simulações numéricas de larga escala e física de altas energias, entre outras.

“Com sua estrutura multicampus, a Unesp possui o perfil de instituição que pode se beneficiar muito dessa abordagem. A interligação dos principais centros de processamento e armazenagem de dados da universidade permitirá a distribuição eqüitativa desses recursos e o acesso de todos a uma infra-estrutura computacional que, de outra forma, seria inviável ou extremamente dispendiosa”, explica Novaes.

Conexão entre clusters

O GridUnesp será conectado em alta velocidade à Internet2 norte-americana por meio da rede MetroSampa – que interliga as instituições de educação, cultura e pesquisa na Região Metropolitana de São Paulo – e da conexão ANSP/RNP/Florida International University, entre São Paulo e Miami. A conexão entre os clusters situados no interior será feita pela rede KyaTera – Plataforma Óptica de Pesquisa para o Desenvolvimento da Internet Avançada da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).