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Novo reitor da Unicamp projeta campus em Limeira

Publicado em 25 abril 2005

Implantar um novo campus em Limeira, ampliar a participação da sociedade na rotina acadêmica e defender a autonomia universitária estão entre as propostas do novo reitor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o engenheiro de alimentos José Tadeu Jorge, 52, nomeado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A cerimônia de posse estava marcada para ontem à noite.
A transmissão de cargo ocorre um ano antes do previsto porque o reitor Carlos Henrique de Brito Cruz foi designado para a diretoria científica da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Tadeu Jorge, vice-reitor de Cruz, é defensor do acesso à universidade gratuita e da difusão do conhecimento junto à sociedade. Mas o novo reitor defende também a autonomia universitária e a qualidade do ensino superior. Nesse aspecto, apontou Tadeu Jorge em entrevista, a reforma universitária proposta pelo governo federal ''falha bastante''. Ele afirmou que o sistema de Educação no País deve ser considerado como um todo.
''As providências têm que começar pelos ensinos fundamental, médio e técnico. Isso nos parece bastante óbvio'', alegou o reitor. Dessa forma, insistiu, ''naturalmente o acesso à universidade será melhorado''. Defendeu ainda uma planejamento estratégico do ensino superior. ''Não é razoável que as necessidades sejam as mesmas em todas as Regiões e Estados''.
Tadeu Jorge alertou que é necessário antes um bom diagnóstico para traçar metas para as universidades conforme as regiões em que estão instaladas. ''Aí sim, construir algo, se quiserem chamar de reforma, que organize o ensino superior''. Afirmou que as universidades devem se dedicar aos cursos ''que conseguem dar com mais qualidade em sintonia com a região e o processo de desenvolvimento".
Para o reitor, as universidades precisam de ''total liberdade para fazer sua definição balizada pelo processo de autonomia''. Ele também questionou a reserva de vagas. Lembrou que a Unicamp conseguiu ampliar o acesso de estudantes da rede pública no vestibular deste ano com o Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social), que deverá ser mantido. ''É uma solução criativa e qualificada'', disse o reitor. O programa beneficia com bônus na pontuação alunos que cursaram todo o segundo grau em escolas públicas.