Notícia

Jornal do Commercio (RJ)

Novo parque tecnológico ficará em Ribeirão Preto

Publicado em 11 novembro 2005

Por Carolina Marcondes

Investimento - O 5º pólo do Estado deve atrair 100 empresas

A cidade de Ribeirão Preto será sede do 5º Parque de Alta Tecnologia do Estado, um empreendimento imobiliário de gestão privada, auto-sustentável e com o objetivo de incentivar a produção de conhecimento científico-tecnológico na região. A formalização do projeto será assinada até o final do mês pelo Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, João Carlos Meirelles.

As empresas sediadas no conglomerado serão das áreas de saúde e equipamentos médicos-hospitalares. Segundo Fernando Menezes, Secretário Adjunto de Ciência e Tecnologia, isso vai acontecer porque Ribeirão Preto já é reconhecida como um importante centro tecnológico nessas áreas, por causa da Universidade de São Paulo (USP) no local. "Será um forma de aproximar as empresas dos pesquisadores", explica o secretário.

De acordo com ele, a idéia é que no início de 2006 a área já esteja definida e as empresas interessadas em fazer parte do parque já possam negociar seus espaços. Menezes acredita que o projeto deverá trazer, no mínimo, cem novas empresas para a cidade. "Nossa idéia é estimular projetos e empreendedores", resume.

O Governo Estadual, diz o secretário, não irá investir em obras, mas sim em estudos de viabilidade. Os cinco parques juntos - além de Ribeirão Preto, localizados em São Paulo, São José dos Campos, Campinas e São Carlos - tiveram investimentos de R$ 11 milhões, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O secretário lembra que a Prefeitura de Ribeirão Preto é uma parceira essencial no projeto de implantação do parque. Não se sabe ainda quantos empregos poderão ser gerados com a chegada dessas empresas, mas o fato da cidade ser considerada um centro de excelência em tecnologia de saúde já pode ser vista como uma ótima forma de publicidade para atrair novos projetos.

Segundo a Secretaria de Ciência e Tecnologia, a "missão" dos parques tecnológicos é criar um ambiente de alta qualidade para as atividade de Pesquisa e Desenvolvimento, mas também para trabalho e lazer, capaz de atrair empresas de alta tecnologia, introduzir tecnologias avançadas e ser uma base para novas indústrias de base tecnológica. Eles devem administrar o fluxo de conhecimento entre universidades da região, instituições, empresas e mercados. A sustentação financeira dos parques complementa-se com a exploração do restante da área, com a prestação de serviços de apoio e implantação de áreas residenciais.

Os parques tecnológicos paulistas possuem focos temáticos distintos, aproveitando sempre o potencial de cada região. O parque paulistano, por exemplo, está voltado para nanotecnologia e novos materiais; Campinas em tecnologia da informação e comunicação; São José dos Campos tem tecnologia aeroespacial e São Carlos com química, física e engenharia.
"Encerraremos 2005 com esses cinco parques, mas iremos ampliar esse número em 2006", garante o secretário adjunto. Ele afirma que ainda não existem novas cidades candidatas. Somente em São Carlos existe uma área definida para a instalação do parque tecnológico. Nas outras cidades, existem "áreas potenciais identificadas". "Iremos consolidar essas cidades como pólos de excelência em tecnologia", resume Menezes.