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Novo laboratório da Uniso tem pesquisas aprovadas pela Fapesp

Publicado em 20 fevereiro 2017

Três projetos de pesquisa recém-aprovados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), denominados "PneumoPhageColor", "TransAppIL" e "Bio-Origami", deram início às atividades do Laboratório de Biofilmes e Bacteriófagos da Uniso (PhageLab), do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, da Universidade de Sorocaba (Uniso).

 

O novo laboratório, inaugurado no dia 7 de fevereiro e que funciona na Cidade Universitária, no Prédio de Apoio II, possibilitará a realização de estudos sobre, e com, os bacteriófagos, ou seja, vírus capazes de infectarem e destruírem bactérias, numa alternativa aos antibióticos convencionais, uma área de pesquisa relativamente recente e com grande potencial de crescimento no Brasil e em todo o mundo.

“Há um problema de saúde pública no País, as bactérias estão cada vez mais resistentes aos antibióticos e há poucos estudos sendo desenvolvidos neste sentido”, explica o professor e pesquisador Victor Manuel Cardoso Figueiredo Balcão.

 

 

Uma das pesquisas aprovadas, que será desenvolvida por ele, pretende desenvolver um kit em hidrogel que pode ser aplicado na parede em ambiente hospitalar, permitindo detectar a bactéria Pseudomonas aeruginosa que causa pneumonia, para que sejam tomadas medidas preventivas. O objetivo, conforme explica o professor, é também utilizar o gel em pessoas para detectar a presença das bactérias.

Outra pesquisa será desenvolvida pela mestranda Liliam Katsue Harada Rocha, com a orientação do professor Victor Balcão, para a produção de um hidrogel "bio-origami" utilizando a proteína sericina do casulo do bicho da seda para a regeneração da pele. A proteína possui propriedades importantes, como efeito antioxidante, antirruga e hidratante, e vem sendo utilizada pela indústria cosmética, porém ainda não foi testada no processo de regeneração.

 

 

A professora e pesquisadora Marta Maria Duarte Carvalho Vila também está coordenando outro projeto de pesquisa, que será desenvolvido pela doutoranda Alessandra Cândida Rios sob a orientação do professor Victor Balcão. O objetivo é desenvolver líquidos iônicos para veicular bacteriófagos através da pele, ou seja, fazer com que o medicamento passe pela pele com o objetivo de eliminar bactérias causadoras de infecções cutâneas.

Os projetos receberam por parte da FAPESP um investimento total de R$ 298.142,51.

 

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa