Lançamento do Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas será no dia 20 de maio, no Museu da Língua Portuguesa; um dos parceiros do projeto é o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP
No dia 20 de maio, será lançado o Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas , instituição que pretende incentivar a pesquisa, a documentação e a divulgação das culturas e línguas indígenas. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) está fornecendo R$ 14,5 milhões para financiar o projeto, vinculado ao Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. O pesquisador responsável pelo projeto do centro junto à FAPESP é o arqueólogo Eduardo Goés Neves, professor e diretor do MAE.
O reconhecimento da necessidade de incentivo à produção de pesquisas inéditas sobre os povos originários veio da última Assembleia Geral das Nações Unidas, que definiu o período de 2022 a 2032 como a Década Internacional das Línguas Indígenas. O novo centro criará um repositório digital de documentos e acervos de linguística e antropologia de comunidades indígenas do Brasil e de países vizinhos. Ao mesmo tempo, serão feitas novas pesquisas colaborativas. As especialistas responsáveis pelas áreas de pesquisa são a antropóloga Maria Luísa de Souza Lucas e a linguista Luciana Storto.
O evento de lançamento, exclusivo para convidados, será no auditório do Museu da Língua Portuguesa e contará com a presença de Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, de lideranças e artistas indígenas, de autoridades na área de estudos de populações originárias e do reitor da USP, o professor Carlos Gilberto Carlotti Junior.
Segundo a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas (SCEIC) do Estado de São Paulo , a abertura do centro terá intervenções artísticas e culturais de diversas partes do Brasil, como as de Jera Guarani, educadora do Guarani Mbya da Terra Indígena Tenondé Porã , que apresentará o ritual Nhemongarai ; da artista plástica Daiara Tukano, que exibirá a obra Hori , e do Bayaroa Kurua , grupo de indígenas da região do Alto Rio Negro, estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que realizarão apresentações de tradições de seus povos.
Também estarão presentes no lançamento a secretária da SCEIC, Marilia Marton, o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, a diretora executiva do Museu da Língua Portuguesa, Renata Motta, e a diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas, Fernanda Kaingáng. A antropóloga Maria Luísa de Souza Lucas e a linguista Luciana Storto farão parte da equipe do centro e comparecerão ao evento. A mestre de cerimônias será Sandra Nanayna, atriz do povo Tukano
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