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Novo Biossensor Detecta na Saliva Proteína Associada à Depressão e Esquizofrenia (47 notícias)

Publicado em 01 de outubro de 2025

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a Embrapa Instrumentação, desenvolveram um biossensor portátil e de baixo custo que identifica rapidamente a proteína BDNF (Brain-Derived Neurotrophic Factor), cujos níveis alterados estão associados a transtornos psiquiátricos como depressão, esquizofrenia e bipolaridade. Este dispositivo pode ser uma ferramenta valiosa na detecção precoce desses distúrbios, essencial para o tratamento e monitoramento dos pacientes.

O biossensor consiste em uma tira flexível com eletrodos, que, quando integrada a um analisador portátil, avalia gotas de saliva humana. Em menos de três minutos, ele fornece a concentração de BDNF, uma proteína fundamental para o crescimento e manutenção dos neurônios, influenciando funções cerebrais como aprendizagem e memória

A pesquisa, recentemente publicada na ACS Polymers Au , revelou que o dispositivo consegue medir concentrações extremamente baixas de BDNF em uma ampla faixa de saliva, variando de 10⁻²⁰ a 10⁻¹⁰ gramas por mililitro.

O custo estimado do biossensor é de apenas US$ 2,19 por unidade, ou menos de R$ 12,00, facilitando sua acessibilidade. A próxima fase do projeto envolve a obtenção da patente para o dispositivo.

Níveis baixos de BDNF são associados a diversos distúrbios neurológicos e psiquiátricos, afetando diretamente o cognição e podendo ser um sinal de doenças como a depressão. Pacientes saudáveis apresentam níveis superiores a 20 ng/mL, enquanto aqueles com transtorno depressivo maior podem ter menos de 10 ng/mL.

Dados da ONU indicam que mais de 1 bilhão de pessoas sofrem de transtornos mentais, com a ansiedade e a depressão sendo as condições mais prevalentes. No Brasil, os afastamentos de trabalhadores por problemas de saúde mental cresceram entre 2022 e 2024, destacando a urgência na busca por soluções como o biossensor.

Os pesquisadores estão caminhando para uma personalização dos tratamentos na medicina, adaptando o biossensor para atender a diferentes perfis de pacientes. Atualmente, as técnicas de análise do BDNF, como ensaio imunoenzimático e cromatografia, requerem laboratórios especializados e são demoradas.

O biossensor desenvolvido representa um avanço significativo na detecção de biomarcadores para diagnósticos de doenças mentais, promovendo um caminho para tratamentos mais direcionados e eficientes. Para mais informações, acesse o artigo completo aqui

Informações da Agência FAPESP