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Jornal da Ciência online

Novas perspectivas para a indústria

Publicado em 04 dezembro 2018

Uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) implementada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está criando novas perspectivas para a pesquisa e a inovação nas atividades produtivas no Brasil. Trata-se da constituição da rede Institutos Senai de Inovação (ISIs). Atualmente são 21 unidades em operação onde trabalham 550 pesquisadores, 40% deles com mestrado ou doutorado, que geraram mais de 500 projetos de pesquisa de interesse da indústria desde 2013, quando começaram a operar as primeiras unidades. Mais cinco estão previstas até 2021.

Os ISIs foram concebidos em 2011 e começaram a ser implantados em 2013. A ideia surgiu de um grupo coordenado pela CNI denominado Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que reúne cerca de 200 executivos de grandes empresas que atuam no país (ver Pesquisa FAPESP nº 266). O objetivo era criar centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) aptos a apoiar a indústria na tarefa de buscar inovações em produtos e processos produtivos e, assim, ganhar competitividade.

“O Brasil já teve um parque fabril relevante. Desde a crise da dívida externa dos anos 1980 deixou de investir e perdeu terreno. China, Índia e Coreia do Sul investiram em desenvolvimento industrial e se tornaram potências. Precisávamos reagir”, diz Rafael Lucchesi, diretor-geral do Senai. Para Lucchesi, o momento global da indústria, com a revolução 4.0, pode ser fatal para as empresas que não inovem e não estejam sintonizadas com os modelos atuais de produção. No entanto, indústrias com baixa escala global, como a brasileira, têm dificuldade em manter internamente um corpo técnico e uma adequada infraestrutura dedicados à inovação.

Os ISIs surgiram para preencher essa lacuna, conta Lucchesi. O modelo adotado nos institutos foi inspirado na Sociedade Fraunhofer, da Alemanha, organização referência em pesquisa aplicada da Europa. Especialistas da Fraunhofer IPK de Berlim estiveram no Brasil para ajudar no planejamento e implementação de cada unidade ISI com foco na orientação para o mercado e hoje acompanham o desempenho. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) foi contratado para analisar o ecossistema de inovação brasileiro. Cada instituto do Senai é especializado em um tema que reflete uma tendência produtiva global, como automação, manufatura avançada, sistemas embarcados, logística, química verde, tecnologia da informação e comunicação (ver lista completa), e está localizado próximo de complexos industriais e universitários.

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Revista Pesquisa Fapesp