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Novas oportunidades de crescimento para o setor espacial brasileiro

Publicado em 21 novembro 2017

Indústria Espacial Brasileira na última quarta-feira (8/11), em São José dos Campos, São Paulo. Representantes de vários segmentos da área espacial e de ciência e tecnologia, cerca de 150 pessoas, reuniram-se para discutir inovações, tendências e novas oportunidades para crescimento dos dois setores.

Para o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga, o primeiro Fórum da Indústria Espacial é um instrumento que vai permitir uma governança coletiva de um Programa Espacial eficiente que possa responder a todos os segmentos de interesse da área espacial no Brasil.

“O sucesso do Fórum se deu também em razão da abrangência das instituições de fomento, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), instituições que atuam de forma complementar em diversos setores”, afirmou o presidente da AEB.

"Trata-se de um setor de alta intensidade tecnológica, com sistemas complexos e de alto investimento. Investimentos estes que se justificam pelos diversos benefícios sociais tais como empregos com salários mais altos, profissionais mais qualificados, transbordamentos tecnológicos, entre outros”, explica Miguel Nery, diretor de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Para ele, o desenvolvimento da indústria espacial está estreitamento relacionado ao apoio dessa indústria, pelo governo, principalmente pelas instituições de fomento, academia e outros segmentos industriais. “E a ABDI entra como principal articulador nesse processo”, afirma.

Os representantes das empresas de fomento ressaltaram o trabalho desenvolvido com objetivos comuns, ou seja, promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos

tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas, além de aumentar a inovação na indústria diminuindo risco e custo. Eles também ratificaram a necessidade de agilizar e flexibilizar a contratação e execução de projetos, além de contribuir com o desenvolvimento e a soberania do País.

“Estamos em uma época em que a área espacial também sofre as consequências da crise que o Brasil enfrenta, por isso esse é um momento para identificarmos oportunidades que podem ajudar a impulsionar o setor”, afirmou o presidente do Parque Tecnológico São José dos Campos, Marco Antônio Raupp.

Representando o diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o tecnologista sênior José Bezerra Pessoa lembrou os 60 anos da área espacial, além de abordar a situação atual e tendências dos pequenos satélites e seus veículos lançadores, temas explorados no evento por Carlos Gurgel, da AEB, e por Thirso Villela, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

As experiências com startups também foram apresentadas por Sidney Nakao Nakahodo, da NewSpace New York City, e por Rodrigo Rodrigues, da ABDI. Segundo Nakahodo, o mercado está em crescimento, mas no Brasil ainda é uma experiência muito nova.

Outra experiência apresentada foi a transferência e absorção de tecnologia no âmbito do desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Já o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) falou sobre a importância da Plataforma Multimissão e do satélite Amazônia, previsto para ser lançado em 2019.

Também participaram do Fórum representantes da indústria espacial, como a Visiona Tecnologia Espacial, Orbital Engenharia S.A, Fibraforte Engenharia Indústria e Comércio Ltda e AEL Sistemas S.A, Empresa Cenic, Opto Space & Defense entre outras.

O Fórum da Indústria Espacial foi organizado e promovido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Parque Tecnológico São José dos Campos.