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Novas espécies de aranha ganham nomes de astros do rock

Publicado em 29 setembro 2019

Extraordinarius brucedickinsoni foi batizada em homenagem a Bruce Dickinson

Novas espécies de aranha descobertas pela pesquisadora brasileira Cristina Anne Rheims, do Instituto Butantan, foram batizadas por ela com nomes de astros de rock.

Apreciadora do gênero musical, a bióloga homenageou Andre Matos, vocalista das bandas Viper, Angra e Shaman, que morreu em 8 de junho, Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, Klaus Meine, vocalista do Scorpions, e Rick Allen, baterista do Def Leppard.

O Iron Maiden e o Scorpions vão se apresentar no Rock in Rio na próxima sexta-feira (4).

Descritas e publicadas na revista científica Zootaxa na última segunda-feira (23), as espécies foram descobertas em matas de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo e são pertencentes à família Sparassidae e do novo gênero Extraordinarius, criado também pela pesquisadora.

Elas medem entre 1cm e 2cm de comprimento, possuem hábitos noturnos e não oferecem perigo ao ser humano.

De acordo com as regras de taxonomia (nomenclatura científica dos seres vivos), as nomeações são Extraordinarius andrematosi, Extraordinarius brucedickinsoni, Extraordinarius klausmeinei e Extraordinarius rickalleni.

“Os nomes dessas espécies são uma homenagem a pessoas que, de alguma forma, são extraordinárias, no meu ponto de vista”, explica Cristina.

Para a bióloga, a história desses artistas é digna de homenagem. “O Andre era uma pessoa incrível, músico, maestro, compositor e tocava piano. O Bruce é vocalista de uma das maiores bandas de heavy metal do mundo, ele pilota o próprio avião e é empreendedor. O Klaus é vocalista de uma banda que eu adoro, e o Rick é um baterista que perdeu um braço ao sofrer um acidente de carro. Ele então adaptou o instrumento que tocava para os shows. Isso para mim é um exemplo de superação”, ressalta.

As novas aranhas estão descritas no artigo Extraordinarius gen. nov., a new genus of Sparianthinae spiders (Araneae: Sparassidae) from southeastern Brazil. A pesquisa contou com recursos da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).