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Jornal Primeira Página

Novas enzimas podem revolucionar biorrefinarias nacionais

Publicado em 27 novembro 2011

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) aprovou neste último mês um importante investimento em uma pesquisa brasileira relacionada à otimização do processo de produção de bioenergia, investigando novos tipos de enzimas capazes de degradar biomassa. O projeto, que envolve pesquisadores de São Carlos, é uma colaboração com a Universidade de York (Reino Unido) e já recebe recursos europeus, mas o investimento brasileiro poderá dar ênfase significativa à posição de destaque do Estado de São Paulo na produção nacional de bioenergia e ampliar o reconhecimento do Brasil no que diz respeito às energias renováveis - uma das urgências mundiais mais imediatas.

Segundo dados da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, em 2009, os biocombustíveis responderam por mais de 30% da oferta total na matriz energética estadual, e a participação de insumos primários renováveis como a cana-de-açúcar, o melaço e o bagaço ampliou em 95% a produção energética estadual. Agora, o estímulo e a articulação de atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico pode estar frente a frente com um novo auge, enxergando um grande potencial de aprimoramento de performance e custeio das biorrefinarias - as unidades produtivas de combustível, eletricidade e produtos químicos.