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Metro Jornal Campinas

Nova técnica poderá prever prematuridade

Publicado em 07 maio 2018

Uma técnica descoberta por um grupo de pesquisadores da Unicamp poderá determinar um novo método para se indicar a pré-disposição de mulheres grávidas a terem partos prematuros desde a primeira gestação.

Até então, a única forma que médicos possuem de avaliar o risco à prematuridade era a partir da segunda gravidez, quando a anterior, não havia chegado ao tempo esperado para o nascimento, o que normalmente ocorre a partir das 38 semanas de gestação. De acordo o obstetra José Guilherme Cecatti, responsável pelo estudo, estima-se que, a cada dez nascimentos no Brasil, um seja prematuro.

“Os índices brasileiros são altíssimos, o que traz muitos riscos para os bebês e sobrecarga para o sistema de saúde”, explica. O levantamento, realizado com 1200 mulheres com baixo risco gestacional, está sendo realizado há dois anos e deve chegar à sua etapa final no mês que vem, quando devem ocorrer os últimos partos previstos.

Amostras de sangue e cabelo dessas mulheres foram colhidas nesse período e os dados serão cruzados com os de gestantes da Inglaterra, país em que há um grupo parceiro do projeto. O resultado dessas amostras, de acordo com Cecatti, são os chamados biomarcadores e é a partir deles que está sendo possível medir a tendência à prematuridade. “Esse tipo de metodologia é única no mundo, e embora os resultados ainda estejam em fase final, até agora nos parece que com esses dados será de fato possível prever o risco de nascimentos prematuros˜, afirmou.

O estudo foi um dos vencedores dos Grandes Desafios Brasil (Grand Challenges Explorations), programa em parceria com as Universidades de Auckland-Nova Zelândia e de Leicester-Reino Unido. Financiado pela Fundação Bill Melinda Gates e Fapesp, a pesquisa integra a Rede Brasileira de Estudos em Saúde Reprodutiva e Perinatal. Iniciativa que busca formas de evitar o nascimento prematuro nacionalmente.

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