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Nova rede de pesquisadores estuda cidades no Brasil e na AL

Publicado em 20 fevereiro 2013

Implantada em dezembro último, a RISTER (Rede sul-americana de Investigadores Sociais e Territoriais) é resultado de um trabalho continuado, desde 2005, de um grupo de pesquisadores do curso de Ciências Sociais da Unesp de Marília.

A Rede, que pode ser acessada no endereço www.rister.com.br, surge num contexto em que a globalização é um fenômeno de múltiplas consequências, transformando realidades em todos os países. Estas transformações produzem efeitos extremamente prejudiciais às populações mais pobres, especialmente nos países que ainda não atingiram um patamar mais complexo de desenvolvimento social e de crescimento econômico.

“O aprofundamento da desigualdade social, na América Latina, forma-se a partir da ampliação da globalização cuja importância na compreensão das transformações recentes, bem como, na elaboração de alternativas aos problemas contemporâneos é decisiva”, explica Edemir de Carvalho, professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da Unesp de Marília e integrante da RISTER.

Carvalho acrescenta que “o projeto caracteriza-se por uma temática bem precisa, ou seja, o tema das cidades no Brasil e na América Latina. As questões que serão apresentadas e debatidas nesta Rede caracterizam ou apontam esse potencial temático”.

A implantação da RISTER se deu no Seminário Internacional de Pesquisa: Cidade, conflito e violência no Brasil e na América Latina, ocorrido entre os dia 17 e 19 de dezembro de 2012, na Unesp de Marília, evento financiado pela Fundunesp e pela Fapesp.

Contexto

Os recentes acontecimentos econômicos, para além das manifestações conjunturais, certamente provocarão mudanças mais aprofundadas nas realidades latino-americanas. Estes fenômenos estão consolidando novos eixos de configuração socioeconômica.

A Rede contempla eixos e os campos de análise que assumiram importância quantitativa e qualitativa frente às novas questões postas pela crise mundial, dentre as quais destacamos: as socioeconômicas, as geográficas, as políticas, territoriais e as ambientais, particularmente na América Sul. 

Pretende-se discutir as transformações e as consequências socioambientais, econômicas, políticas e as formas de resistência na América Latina decorrentes do processo da adoção das políticas neoliberais em um contexto de avanços democráticos.

A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram um novo momento para a sociedade contemporânea.

O momento se caracteriza pela crescente transnacionalização das relações econômicas, sociais, políticas e culturais. Também se caracteriza por sua forma de organização em redes; pela flexibilidade e instabilidade do emprego; por uma cultura construída a partir de um sistema de mídia onipresente; por uma alteração na base técnica da produção.

Esse processo vem transformando as bases materiais da vida, abalando instituições, transformando culturas, criando riqueza e aumentando o consumismo, ampliando e induzindo a pobreza e degradando o meio ambiente de maneira nunca antes vista.

Juntamente com a revolução tecnológica e a transformação do capitalismo, vivencia-se, desde os anos 90, o avanço de expressões sociais de resistência por toda a América latina que desafiam a globalização.

Futuro

O trabalho mais importante em vista é um Colóquio Internacional, cuja terceira edição ocorrerá na Universidad Austral de Chile, em Valdívia, Chile. As outras edições foram realizadas na Unesp de Marília e na UNAMELD, em Medellín, Colômbia.

Além disso, recentemente este grupo organizou, no 54º Congresso Internacional de Americanistas - ICA, do Simpósio “Diálogos impertinentes: estudos pós-coloniais e as múltiplas dimensões sociais latino-americanas”, na Universidade de Viena, em julho/12.

“A intenção é expandir os horizontes das temáticas e questões da América Latina, consolidando este objetivo com a criação da Rede sul-americana de investigadores sociais e territoriais”, diz Carvalho.

Assessoria de Comunicação e Imprensa