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Jornal da Ciência online

Nova estratégia para controlar a malária

Publicado em 14 janeiro 2021

Por Gilberto Stam

Um tipo de linfócito pouco estudado mata a célula infectada com parasitas por fagocitose ou injetando toxinas

Oprotozoário Plasmodium falciparum, parasita unicelular que causa a forma mais letal de malária, e mais comum na África, consegue driblar o sistema imune alojando-se dentro das hemácias, um tipo de célula do sangue que não consegue sinalizar para o sistema de defesa que está infectada. Um estudo publicado nesta segunda-feira, 11, na revista Nature Immunology sugere que um tipo de linfócito T pouco estudado, conhecido como ?d (gama delta), é capaz de fagocitar o P. falciparum ? o equivalente, para uma célula, a engolir e digerir o parasita ? junto com a própria hemácia.

“Essa foi a primeira vez que observamos a fagocitose por linfócitos de hemácias infectadas”, revela a imunologista Caroline Junqueira, do Instituto René Rachou, parte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Minas Gerais. “A observação se deu por acaso e foi uma grande surpresa.” A fagocitose foi flagrada em placas de laboratório com amostras de sangue retiradas de pacientes de Rondônia.

Veja o texto na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp