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Nova CPMF só agravará cenário de recessão, diz Alckmin

Publicado em 17 setembro 2015

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou hoje que a presidente Dilma Rousseff não poderá contar com o seu apoio para o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). Para ele, aumentar a carga tributária poderá agravar a situação de recessão econômica que o País atravessa.

 

"Nós temos que fazer a economia crescer, senão vamos morrer na praia. Gerar mão de obra intensiva, investir na construção civil, ter crédito para investir na logística, gerar empregos para ajudar a economia se restabelecer", afirmou. Segundo o governador, é preciso também ampliar o corte de despesas, para depois pensar na criação de tributos. "Há um espaço enorme para realizar esse corte", disse.

 

Questionado se Dilma Rousseff teria o apoio do governo de São Paulo para recriar a CPMF, Alckmin reiterou: "A presidente terá todo o apoio naquilo que for de interesse do Brasil, no que for melhor para o País. Mas eu não entendo que é criando mais um tributo que nós vamos ajudar".

 

Projeto para startups

 

Durante a manhã, Alckmin participou do lançamento do programa Pitch Gov SP, que vai selecionar 15 startups para criarem soluções tecnológicas que ajudem o poder público a solucionar problemas nas áreas da saúde, educação e facilidades ao cidadão.

 

Sobre o programa, o governador afirmou que prevê uma grande quantidade de ideias a serem aproveitadas pelo governo. As mais inovadoras serão avaliadas por uma equipe da Secretaria de Inovação e poderão ser financiadas para colocar em prática os seus projetos.

 

De acordo com Alckmin, os financiamentos serão realizados por meio de um novo fundo que será criado exclusivamente para cobrir os projetos. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) também poderá ajudar a financiar as startups.

 

Sammy Eduardo