Notícia

Gazeta Mercantil

Notas

Publicado em 27 julho 2001

O principal problema para controlar a deficiência de ferro no organismo (um terço da população tem esta carência) não é obter o sulfato de ferro, mas sim encontrar uma forma adequada de encapsulá-lo. Com este objetivo em mente, os pesquisadores do Laboratório de Tecnologia de Partículas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas foram para o laboratório. A microcápsula de sulfato de ferro desenvolvida pela equipe da cientista Maria Inês Ré se mostrou um grande agente de transporte para introduzir novas doses de ferro no organismo. No experimento realizado no IPT, a nova cápsula aumentou em mais de quatro vezes a absorção de ferro. Adicionada ao leite em pó reconstituído, a absorção registrada foi de 13%. Normalmente, com o leite apenas enriquecido a absorção não passa dos 3%. A técnica da microercapsulação é a mesma aplicada em anúncios de perfumes em revistas. O cheiro exala quando se toca no papel. Os índices de cobertura vegetal da Mata Atlântica em todo o Brasil mostram o quanto este ecossistema já foi destruído. Praticamente ela já pode ser considerada extinta. Mesmo assim, as surpresas positivas continuam intrigando os pesquisadores que ainda tentam se dedicar a este tipo de ambiente. Desta vez, o felizardo foi o veterinário Maurício Barbanti Duarte, da Universidade Estadual Paulista. Após dez anos de estudo, sua equipe de cientistas conseguiu identificar uma nova espécie de veado na Mata Atlântica. Nomeada como veado-bororó-de-São Paulo, o mamífero vive em uma área restrita ao sul do Estado paulista e norte do Paraná. Por coincidência, é uma das maiores áreas em extensão que ainda resta de Mata Atlântica na região sul-sudeste. Apoiado pela Fapesp, o projeto teve várias dificuldades devido ao número reduzido de exemplares desta nova espécie que já nasce em extinção.