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Nobel para fibra óptica e semicondutores. Três cientistas dividiram o prêmio

Publicado em 07 outubro 2009

Agência FAPESP - Três cientistas dividiram o prêmio Nobel da Física por dois trabalhos sobre fibras ópticas e semicondutores. Charles Kao, Willard Boyle e George Smith são responsáveis por "criar várias inovações práticas para o cotidiano", segundo comunicado do comitê organizador, feito nesta terça-feira (6/10).

Os estudos desenvolvidos pelos cientistas envolvem fotografia digital e auxiliam na interligação mundial por meio dos cabos de fibra óptica. Charles Kao foi mencionado por sua pesquisa que envolve transmissão de luz em fibras ópticas, enquanto Willard Boyle e George Smith foram premiados pela invenção do circuito semicondutor conhecido como sensor CCD.

Nascido em Xangai, na China, com cidadania norte-americana e britânica, Kao ficou com metade do prêmio. O cientista, que atua no Reino Unido, fez uma descoberta em 1966 que demonstrou como transmitir luz por longas distâncias a partir de cabos de fibra ótica, permitindo as chamadas telefônicas e a troca de dados via internet de alta velocidade em todo o mundo.

Já Boyle, que tem dupla cidadania dos Estados Unidos e do Canadá, e o norte-americano Smith dividiram a outra metade. Ambos atuam nos Laboratórios Bell, nos Estados Unidos, e trabalharam juntos na invenção do chip CCD (charge-coupled device, na sigla em inglês), o "olho" da câmera digital