Notícia

Bem Sacado

No jogo, a genética também conta

Publicado em 15 março 2017

Quem  durante o treino já se questionou sobre o seu desempenho em quadra? O porquê do colega, que treina da mesma forma que você, ter um resultado muito melhor? Ou até mesmo já achou que aquele esporte não era para você? Podemos nos culpar por não poder fazer mais, de achar que a idade é o fator determinante disso, mas segundo os avanços científicos, a resposta pode estar na genética.

Hoje em dia temos a maior facilidade de nos tornarmos bons atletas através destes estudos. Um grupo de pesquisadores de diferentes universidades brasileiras ligados a área de proteoma (estudo das proteínas), genética, biologia molecular e fisiologia do exercício, criaram um projeto chamado “Atletas do futuro “, primeira versão nacional que através da genética sinaliza qual é o ponto forte de um atleta. Ou seja, mostraria o requisito físico do esportista se é de resistência, explosão muscular ou força.

O Objetivo disso é montar um banco de dados com informações para a escolha da atividade mais indicada para cada indivíduo. Alem de descobrir precocemente novos talentos, serve para melhorar o desempenho dos atletas nas atividades.

Desde 2009 já foram colhidas amostras do DNA de mil atletas entre os que conhecemos estão: Oscar e Hortência (basquete), Aurélio Miguel (judô), Joaquim Cruz (atletismo) e Gustavo Kuerten (tênis).

A LÓGICA DESTE ESTUDO É OFERECER O QUE O EXAME GENÉTICO APONTA, LHE DANDO O MELHOR TIPO DE TREINAMENTO NECESSÁRIO.

Um exemplo foi o atleta pivô Marcão de 28 anos que sofria lesões com frequência e tinha dificuldades em quadra. Os dados genéticos dele apontaram que ele tinha mais resistência do que força muscular. Após a redução de cargas pesadas, sua performance melhorou durante os jogos.

Assim sendo, mutações no DNA de atletas fornecem pistas sobre pontos fortes e fracos mostrando seu desempenho no esporte podendo se tornar um grande campeão.

Enquanto isso, conta pra gente : qual é o seu ponto forte?

Até a próxima !  Abraços Diana, Lia e Simone.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP