Notícia

Gazeta Mercantil

NO CIRCUITO MUNDIAL DO PROJETO GENOMA

Publicado em 14 agosto 1998

Por Alessandro Greco - de São Paulo
Fapesp se destaca em pesquisas de seqüenciamento O Brasil sempre se considerou um país atrasado em se tratando de tecnologia de ponta. Uma verdade não corroborada quando se vê a atuação de órgãos como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Com um orçamento de US$ 320 milhões - 1% das receitas tributárias do Estado de S. Paulo - , a Fapesp financia, projetos que nada devem aos realizados nos mais respeitados centro de pesquisa do mundo. Entre eles, o Projeto Genoma-Fapesp tem se destacado pela eficácia. Sua primeira etapa - o seqüenciamento genético da bactéria "Xylella fastidiosa", o amarelinho que ataca os cítricos brasileiros - já está quase terminada. Além do propósito mais direto do projeto - que é cultivar cítricos resistentes à praga do amarelinho - , a Fapesp tem o objetivo de gerar recursos humanos e valorizar São Paulo como um grande centro de seqüenciamento genético. "O Brasil é carente de competência científica em muitas áreas, e a de biotecnologia, especificamente a genética, é muito importante", diz o diretor-presidente da Fapesp, Francisco Romeu Landi. O sucesso da empreitada, que começou no meio do ano passado, se traduz nos resultados obtidos pelo Projeto, que, com um investimento de US$ 15 milhões, finalizará o seqüenciamento da Xylella até o final deste ano. Com uma metodologia de trabalho inovadora, o Projeto terminará quase um ano antes do inicialmente previsto. "São 30 laboratórios, cada um seqüenciando um pedaço da Xyllela, sob a supervisão de uma comissão reguladora. Um desafio diário, pois se um dos laboratórios falhar atrapalhará o trabalho de toda a cadeia", explica. O segredo do sucesso parece estar na estrutura híbrida adotada - nem estatal nem privada em que não se concretiza a usual relação do "quanto maior o tamanho menor a eficácia". "O conjunto desses laboratórios já é uma das maiores empresas do mundo na área e mesmo assim Conseguimos trabalhar com eficiência." Mas como garantir a idoneidade do projeto e a isenção de interesses Comerciais específicos em um projeto que envolve uma tecnologia tão cobiçada? Segundo Landi, a comissão que avalia o Projeto Genoma-Fapesp tem três pesquisadores internacionais para garantir a neutralidade e foi ela quem criou o critério de seleção, dos laboratórios. Se o Projeto Genoma-Fapesp terminasse após o seqüenciamento da Xyllela, já seria um importante passo para a área de genética no Brasil. Entretanto, dois novos trabalhos já estão em fase de planejamento e devem começar ainda este ano, com a participação de alguns laboratórios do projeto da Xyllela e alguns dos outros 70 laboratórios, que se inscreveram mas não foram escolhidos. "A Copersucar procurou a Fapesp querendo fazer o seqüenciamento da cana-de-açúcar e resolvemos, então, fazer o projeto do Genoma-Cana. E também pensamos em fazer o Genoma-Câncer, para o seqüenciamento do câncer de mama, o mais comum no Brasil, e um caminho para entrar em definitivo no Projeto Genoma Humano", conta Landi. O investimento desta vez será bem menor (R$ 7 milhões, a soma dos dois), pois as máquinas de seqüenciamento já foram compradas. E deve estar terminado até a metade do ano 2000. Na expressão de Landi, esses projetos "matam dois coelhos com uma cajadada". "Seqüenciam uma molécula e formam gente para o mercado de trabalho." O Genoma é apenas um dos chamados projetos de demanda induzida em que a Fapesp propõe temas e recebe propostas. Essa área conta também com o Programa de Estímulo ao Ensino Básico - dedicado a estimular professores do ensino básico a propor projetos de novas metodologias educacionais. E o Programa Jovem Doutor - dedicado a aproximar recém-doutorados e universidades para criação de projetos conjuntos. Apesar do incentivo da Fapesp, ainda falta, no Brasil, uma maior participação das empresas privadas no processo de inovação tecnológica. "O Conselho da Fapesp destinou ao programa de inovação tecnológica R$ 5 milhões. Nos EUA, 60% dos recursos de pesquisa e desenvolvimento são aplicados por empresas privadas e os 40% restantes vêm do governo. No Japão, esta relação é 70% e 30%. Na Coréia 80% e 20%. No Brasil, 30% das empresas privadas e 70% do governo. O Brasil ficou muitos anos sob a égide da proteção das empresas, perdendo o espírito de competitividade", analisa. Com todos esses predicados - idéias, dinheiro e recursos humanos - , o que falta para o Brasil se tornar um país de peso na área de pesquisa e desenvolvimento? "Não temos volume de pesquisa. Temos bons pesquisadores, que obtêm resultados significativos. Infelizmente, essa comunidade é pequena. Devíamos ter em São Paulo, hoje, pelo menos o dobro ou o triplo das 15 mil pessoas envolvidas com pesquisas." Como órgão autônomo, dirigido por 12 membros - seis escolhidos pelo governo, seis pela comunidade - , as eleições dos membros da Fapesp são realizadas em épocas diferentes da do Governo do Estado, o que demonstra a seriedade da instituição. Apesar de todas as suas reconhecidas qualidades - a Science National Foundation considerou a Fapesp um dos órgãos de pesquisa mais eficientes do mundo, que gasta somente 2% da verba anual com a administração - , os projetos incentivados pela Fapesp e por outras instituições brasileiras dedicadas à pesquisa e desenvolvimento da ciência e da tecnologia são pouco divulgados na mídia. NOVOS DESAFIOS ÉTICOS PARA A CONDUTA HUMANA Dean Hamer analisa a "genética do comportamento" Em 1994 o Laboratório de Estrutura e Regulação de Genes do National Cancer Institute (NCI), um dos institutos do National Institutes of Health, causou grande impacto na mídia ao descobrir genes supostamente ligados ao comportamento sexual masculino. A repercussão virou livro - "The Science of Desire", de Dean Hamer, diretor do laboratório. No início deste ano, Hamer lançou outro, "Living With Our Genes: Why They Matter More Than You Think", sobre as recentes descobertas de genes ligados a traços do comportamento humano, como ansiedade e depressão, feitas por seu laboratório. Em entrevista exclusiva a este jornal, por telefone, Hamer fala dessas descobertas, de suas conseqüências nos tratamentos psicológicos e dos novos desafios éticos trazidos por elas. Gazeta Mercantil - Quais áreas sentirão mais rapidamente os efeitos das descobertas descritas em "Living With Our Genes: Why They Matter More Than You Think"? Dean Hamer - Acho que serão as áreas da psicologia que lidam com depressão e ansiedade. GZM - O sr. acha que essas descobertas vão mudar o modo como são tratadas pessoas com depressão, por exemplo? Hamer - Sim, acho que irá ajudar, pois permitirá um diagnóstico mais preciso das doenças psiquiátricas. Acredito também que essa ciência vá trazer novas drogas para o tratamento de doenças psiquiátricas sérias, mas não acredito que substituirá os psicólogos ou psiquiatras. Somente fará com que o trabalho deles possa ser mais eficiente, pois com esse conhecimento será possível entender por que as pessoas têm problemas psicológicos. E também será interessante que as pessoas percebam que muito da nossa personalidade tem componente genético - que certos traços são difíceis de ser mudados e outros são imutáveis. Entretanto, não acho que isso deva servir de base para a manipulação genética de pessoas. GZM - O sr. acredita que haverá manipulação de genes humanos? Hamer - Algum dia isto poderá acontecer, mas acho que é necessário muito mais conhecimento do que temos hoje sobre o assunto. Não acredito que vá acontecer amanhã, nem na virada do século. E não acho que devemos pensar nisso até termos uma idéia mais clara das implicações de tal procedimento. GZM - As descobertas sobre as relações entre o DNA e o comportamento permitem prever ainda no útero materno, muitos traços comportamentais. Como evitar que esse conhecimento prévio gere discriminações ou uma educação dirigida? Hamer - Primeiro, precisamos de leis duras para prevenir qualquer tipo de discriminação genética. Deverão existir leis que garantam às pessoas o direito de não fazer testes genéticos. Se alguém quiser fazê-los, deverá haver leis que assegurem que essas informações estejam acessíveis somente para quem fez o teste. Em suma, leis que impeçam as companhias de seguro de acessar tais informações. É preciso também que tenhamos consciência de que todos temos predisposições a algum tipo de comportamento e que é injusto discriminar as pessoas por essas predisposições. GZM - O sr. acredita que essas leis serão criadas antes do final do Projeto Genoma Humano, em 2005? Hamer - Espero que sim. Nos Estados Unidos, hoje, existe um sentimento comum contra qualquer tipo de discriminação genética. As únicas a favor da discriminação são as companhias de seguro. Seria uma tragédia se não conseguíssemos. GZM - As pessoas poderão, no futuro, ter acesso a exames genéticos e a seus resultados como forma de autoconhecimento? Hamer - Penso que é uma idéia muito interessante, mas ela exige que cada indivíduo tenha consciência do que pode ser aprendido através dos genes e o que não pode. Em outras palavras: um médico diz a você que um de seus genes indica uma predisposição a algum tipo de vício; se você passar a acreditar que será um alcoólatra por causa disso, então acho que não será um conhecimento útil. Mas se essa informação servir como alerta de que você deve tomar cuidados com drogas e álcool, ela será muito útil. GZM - Como o sr. acha que a revolução iniciada pela clonagem da ovelha Dolly irá afetar o conceito da ética na espécie humana? Hamer - Não acredito que a clonagem humana será algo muito comum - provavelmente aparecerão algumas pessoas muito ricas que clonarão a si mesmas, mas não acho que será uma prática comum. Se eu fosse me clonar, por exemplo, criaria um Dean Hamer melhorado, um pouco mais alto e melhor em basquete. É com a manipulação genética que devemos nos preocupar. GZM - Em "Living with our Genes" o sr. afirma que a importância dos genes e do meio varia conforme o tipo de característica comportamental. Também diz que os genes agem mais quantitativamente do que qualitativamente e que os genes podem influenciar uma característica sem determiná-la. Por que é difícil aceitar essas idéias? Hamer - Existem duas razões. A primeira é que é mais fácil ver o mundo em branco-e-preto do que em tons de cinza, como é mais fácil pensar em sim ou não do que em termos percentuais. A segunda razão é, que muitas pessoas vêem a genética através de doenças simples em que você tem ou não o gene para a doença. Mas acredito que elas vão entender este conceito, pois percebem, por exemplo, que a economia do Brasil não é completamente determinada pelas exportações ou pelas variações climáticas. O comportamento de uma economia é determinado por um conjunto de fatores agregados. GZM - Recentemente o sr. disse que talvez 60% dos 100 mil genes humanos estejam presentes no cérebro. Por que esta concentração? Hamer - O cérebro é composto de vinte órgãos diferentes, conectados uns aos outros de um modo muito intricado, e as ferramentas para construí-lo estão armazenadas nesses genes. GZM - Qual a principal pesquisa do laboratório que o sr. dirige? Hamer - É basicamente sobre a relação entre os genes e o ato de fumar. Estamos tentando entender por que as pessoas fumam. Achamos que possa ser por características pessoais e talvez por algum gene ligado especificamente à nicotina. GZM - Quando será publicado o resultado da pesquisa? Hamer - Temos um artigo que será publicado no ano que vem e outro que está sendo analisado para publicação. Mas a pesquisa ainda está no início. (A.G.) A REVOLUÇÃO DA BIOTECNOLOGIA tomando cerveja, 13 ou 14 anos atrás", diz o Dr. Scott P. Bruder, diretor de pesquisa de reconstrução de ossos e tecidos moles da Osiris Therapeutics Inc., em Baltimore. Talvez o mais curioso sobre a engenharia de tecidos, no entanto, seja o quanto os cientistas não sabem. Boa parte da empolgação com a biotecnologia nestes tempos se concentra em desvendar, mentalmente, as complexas interações celulares, e depois intervir. A engenharia de tecidos, no entanto, é impulsionada por cirurgiões e engenheiros que são, por natureza, mais interessados num desfecho bem-sucedido - e menos em como chegar a ele. "O principal é que não precisamos saber exatamente por que ou como as células se organizam em tecidos", diz Joseph Vacanti. "Só precisamos saber que elas fazem isso." Tudo isso soa mais fácil do que realmente é. Os cientistas ainda estão para descobrir quais são os melhores materiais para as armações que dão forma aos órgãos, determinar exatamente os fatores de crescimento certos e escolher as células certas. Para a substituição de ossos e cartilagens, uma possibilidade que está sendo investigada é um tipo de célula prematura chamada célula mestra. Isolada pela primeira vez de organismos humanos em 1992, essa célula especializada pode-se transformar em tudo, de ossos a tendões, passando por cartilagens. Implantar essas células na área adequada pode gerar todo o espectro de células normalmente encontradas naquela área. Embora apenas cerca de uma em cada 100 mil a uma em vários milhões de células da medula óssea sejam células mestras, a Osiris Therapeutics, parcialmente controlada pela Novartis, conseguiu isolar um número suficiente delas para reconstituir ossos tanto em animais pequenos quanto em grandes. Os cientistas também precisam conceber maneiras de contornar a rejeição de tecido humano pelo sistema imunológico. Isso não é problema no que se refere à pele - ela apresenta relativamente poucos problemas de rejeição, uma vez que o sistema imunológico aceita algumas células dérmicas estranhas. A rejeição também não é um problema quando as células originais são tiradas do próprio paciente ao qual se destinam. No entanto, no transplante de órgãos prontos para o uso os pacientes precisam tomar os mesmos medicamentos imunossupressores que são atualmente ministrados no transplante de órgãos de doadores. Em termos ideais, os engenheiros de tecidos querem desenvolver células doadoras universais que não desencadeiem uma reação imunológica, de forma que as partes do corpo possam ser produzidas em grande número. Para isso, as células precisa ou ser geneticamente despojadas de suas proteínas desencadeadoras de rejeição ou encerradas numa membrana porosa de fácil aceitação pelo organismo. Esse último método está quase em fase de testes clínicos para o tratamento de diabéticos com insuficiência pancreática. A BioHybrid Technologies Inc., de Shrewsbury, Massachusetts, e a Neocrin Co. de Irvine, Califórnia, estão aproveitando células produtoras de insulina, chamadas ilhotas, dos pâncreas de porcos e encerrando-as numa membrana que bloqueia a reação imunológica ao mesmo tempo em que permite que as células desempenhem sua função. As cápsulas são injetadas no abdômen, onde passam a atuar na produção de insulina. Algumas companhias estão tentando contornar todo o problema imunológico por meio do estímulo à regeneração do tecido do próprio paciente. A Genentech Inc., por exemplo, anunciou em março que cinco dos quinze pacientes que receberam uma proteína manipulada por engenharia genética chamada VEGF voltaram a desenvolver vasos sanguíneos em volta do coração. A Integra Life-Sciences Corp., de Plainsboro, Nova Jersey, acredita que quase todo tecido possa ser regenerado implantando-se uma matriz de colágeno revestida dos fatores de crescimento adequados na área danificada. Ela já opera no mercado com uma matriz para regenerar a pele de uma vítima de queimadura e está submetendo a testes clínicos um produto semelhante para as terminações nervosas dos braços e pernas. "O organismo está continuamente regenerando tecido", diz o diretor operacional da Integra George W. McKinney III. "Estamos apenas tentando capitalizar esse processo." A maioria dos cientistas concorda que a regeneração é o ideal, mas duvidam que seja sempre possível, ou viável. "Às vezes estamos diante de uma falência total de órgão, e não podemos esperar pela regeneração do tecido", diz Antonios G. Mikos, professor de bioengenharia da Rice University. "Na verdade, acho que teremos ambos os métodos. Não existe nenhum caminho certo." Na verdade, há dezenas de caminhos certos em andamento. A Reprogenesis Inc. de Cambridge, Massachusetts, por exemplo, está nos estágios finais dos testes clínicos de seu método para usar cartilagem desenvolvida em laboratório para reforçar a uretra, um duto que sai da bexiga. Uretras enfraquecidas podem levar à incontinência, que aflige um número estimado em 10 milhões de pessoas nos Estados Unidos, e ao refluxo, uma condição potencialmente fatal que afeta cerca de 1% de todas as crianças, na qual a urina volta para a bexiga. A Reprogenesis extrai células de cartilagem da orelha do paciente, reproduz em laboratório e depois as dilui numa matriz de gel. As células são postas endoscopicamente no ponto em que a uretra encontra a bexiga. Ali se desenvolvem para enrijecer as paredes do duto. Um produto empregado na restauração do joelho chamado Carticel, aprovado pelo FDA em agosto passado, baseia-se, de certa forma, no mesmo princípio. Fabricado pela Genzyme Tissue Repair, o Carticel desenvolve no laboratório as células de cartilagem extraídas do paciente e reimplanta-as cirurgicamente no joelho. Não há matriz, no entanto, de maneira que as células só podem ser usadas para restaurar pequenas cavidades. Para substituir o menisco como um todo - que a fibrocartilagem de amortecimento, em formato de meia- lua, situada no joelho entre o osso da coxa (fêmur) e o da canela (tíbia) - , a ReGen Biologics Inc. de Redwood City, Califórnia, está em testes clínicos com uma estrutura de colágeno no formato do menisco. Esse amortecedor é implantado no joelho para estimular a regeneração da cartilagem do paciente. Indo um passo além, a Advanced Tisue Sciences está em fase de testes pré-clínicos de uma cartilagem em forma de menisco desenvolvida no laboratório concebida para funcionar em qualquer pessoa. A empresa espera iniciar testes em seres humanos até o final do ano. O maior mercado para tecidos, embora talvez não o mais empolgante, é a boca. Cerca de 10 milhões de cirurgias odontológicas são realizadas ao ano nos Estados Unidos, de todas as áreas, desde dentes a ligamentos periodônticos, e a maioria emprega substitutos artificiais. Considere as implicações da possibilidade de as cavidades resultantes das cáries poderem ser preenchidas com tecido processado por engenharia. Naturalmente, muitas dessas partes do corpo produzidas em laboratório podem nunca passar dos testes clínicos. E os médicos reconhecem que estão pisando em terreno desconhecido: quem sabe o que pode acontecer a um órgão manipulado por engenharia depois de ser implantado? Tecidos desenvolvidos em laboratório são submetidos a processos de esterilização muito mais rigorosos do que os órgãos de doadores, para assegurar que não transmitam doenças, mas ainda não é possível ter total certeza de que um órgão de reposição não causará tantos problemas quanto o original mais tarde. Mesmo assim, não há evidências de que esses tecidos manipulados por engenharia possam se transformar em problemas graves, diz Joseph Vacanti, que pergunta, em vista disso: "Será que podemos realmente nos dar ao luxo de esperar por uma compreensão total do funcionamento do processo?" Para ele, a resposta necessariamente é não. Milhões de vidas estão em jogo.