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Neguinho da Beija Flor com Zika: “esse mosquito é realmente uma ameaça. Isso é uma desgraça!”

Publicado em 29 fevereiro 2016

A cidade de São Paulo registrou primeira morte por dengue. A vítima foi um homem de 62 anos, morador do bairro Tremembé, na zona norte paulistana, que morreu no dia 19 de janeiro e tinha histórico de tabagismo e problemas cardiológicos.

De acordo com a prefeitura, ele foi atendido no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, gerenciado pela Santa Casa de São Paulo, no dia 16 de janeiro. A infecção transmitida pelo mosquito Aedes aegypti foi confirmada após testes laboratoriais feitos pela secretaria e pelo Instituto Adolfo Lutz.

No estado de Sergipe, a situação é crítica. Na capital, é  difícil achar uma casa no Bairro Industrial de Aracaju que não tenha alguém com alguma combinação desses sintomas. Pode ser dengue, zika ou chikungunya. Mas qual? Os sintomas são muito parecidos, as pessoas nem sempre buscam atendimento médico e isso é um problema para os cientistas que investigam a disseminação dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti.

O pesquisador Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), não consegue esconder o espanto. “Estamos na boca do leão. Isso aqui é uma sopa de vírus.”

O cenário é ainda mais preocupante do que ele imaginava. Líder de uma equipe de pesquisadores paulistas que foi a Sergipe colaborar com as equipes locais na investigação da epidemia, Zanotto suspeita que os três vírus estejam circulando simultaneamente na população, e essa combinação possa estar implicada no desenvolvimento da microcefalia e outras malformações congênitas.

A proposta dos cientistas da USP e do Instituto Butantan, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é usar Sergipe como um laboratório para entender o que está acontecendo com esses vírus.

O menor Estado da federação abriga uma grande incógnita. Proporcionalmente ao tamanho de sua população (2,2 milhões), Sergipe tem o maior número de casos de microcefalia do País (192); porém, nenhum caso confirmado de infecção por vírus zika.

E no Rio de Janeiro, Neguinho da Beija-Flor foi diagnosticado  com zika, e está vivendo inferno com a doença. Tanta é a preocupação do cantor, que ele decidiu até se afastar da filha, de 7 anos, e da mulher, Elaine Reis. Inseguro sobre as formas de transmissão do vírus, o cantor tem medo que ambas também tenham a doença.

Neguinho também disse que os sintomas da doença são piores do que a recuperação de quimioterapia. “Na recuperação da quimioterapia eu não tinha dor no corpo, febre… A zika é pior”, disse.

Por EquipeONB