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Natura reestrutura programa para estreitar laços com área científica

Publicado em 01 dezembro 2011

Com o intuito de ampliar as fronteiras de interação com a comunidade científica, a Natura apresentou ontem (30) a pesquisadores e cientistas a nova versão do Programa Natura Campus, criado em 2006.

Na prática, a empresa quer intensificar as parcerias com universidades, instituições científicas e com órgãos de apoio e fomento à pesquisa, criando uma rede conectada à ciência e inovação para aumentar sua competitividade no mercado.

Para a empresa, o futuro da "inovação aberta" será o trabalho em rede com os parceiros. Hoje a Natura trabalha com 300 parceiros, aproximadamente, a maioria da área acadêmica, segundo a gerente de gestão e redes de inovação da Natura, Luciana Hashiba.

Divulgada na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com a qual a Natura tem parceria, a nova versão do programa inclui a reformulação do portal (http://www.naturacampus.com.br), disponível em dois idiomas: português e inglês.

Essa é a aposta da companhia para ampliar a divulgação de suas ações em ciência, tecnologia e inovação e de interagir com cientistas e pesquisadores do mundo inteiro, já que o "conhecimento científico não tem limites geográficos". Dessa forma, o portal passa a ser o principal canal de comunicação da Natura para atrair pesquisadores e oportunidades de colaboração.

Ao diversificar a linguagem do programa, a Natura quer receber propostas de cientistas nacionais e internacionais nas áreas nas quais a empresa atua: ciências clássicas e avançadas de pele e cabelo; ciências do bem estar; sentidos e design de experiências (embalagens); e tecnologias sustentáveis. As propostas podem ser transformadas em patentes. Os produtos são desenvolvidos pela Natura em parceria com universidades.

O objetivo da empresa é alinhar sua demanda com a oferta de propostas da área científica, conforme as declarações de Leonardo Garnica, coordenador de parcerias de instituições de ensino e pesquisa, gestão e redes de inovação da empresa.

Chamadas de propostas em 2012 - A empresa prevê lançar "chamadas" de propostas de colaboração em pesquisa (espécie de concurso ou edital) entre meados de abril e maio do próximo ano para selecionar as principais sugestões de cientistas e pesquisadores.

Sem citar os valores a serem aplicados nessa iniciativa, Garnica salientou que os recursos devem fazer parte de investimentos da empresa destinados à inovação que em 2010 responderam por 2,8% da receita líquida, de R$ 1,557 bilhão no ano. No ano passado, 6,6% da receita da Natura foi proveniente de novos produtos. As ações na área de inovação são realizadas em parcerias com órgãos como Fapesp, Finep, CNPq e Capes.

Contratação de editores científicos - Com a linguagem voltada à academia científica, o portal hospeda redes sociais, blogs, dentre outras ferramentas de comunicação interativa e de articulação de pesquisadores com a empresa. O portal, por exemplo, abriga quatro blogs voltados para os principais temas científicos com os quais a empresa trabalha.

Cada um deles possui um divulgador científico especializado, responsável pelas postagens e pela mediação dos debates com todas as partes interessadas. Com a reestruturação do programa, a Natura está em fase de contratação de editores para "alimentar" esses blogs.

O programa possui, também, e-mails newsletters (boletins) enviados periodicamente para os interessados em acompanhar o avanço científico e tecnológico nos campos de atuação da empresa.

Redução de emissão de CO2 - Na ocasião, Luciana Hashiba informou que a empresa adiou a meta de reduzir a emissão de gás de efeito estufa provocada pela fabricação de seus produtos. Desde 2006, a empresa tem o compromisso de reduzir um 1/3 (um terço) da emissão desses gases até 2011. Esse objetivo, porém, foi postergado para 2013.

(Viviane Monteiro - Jornal da Ciência)